Antunes Severo é radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador. Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
A propaganda catarinense e boa parte dos publicitários devem muito ao mestre Antunes Severo e à sua AS Propague, agência por ele fundada há 54 anos e hoje sob o comando de Roberto Costa que a adquiriu há mais de 30 anos.
Antunes é um exemplo de ser humano em sua plenitude. Se você nunca esteve com ele, não sabe o que está perdendo. E garantimos que se você o procurar será muito bem recebido.
Nesta semana Antunes anunciou que está de volta ao Caros Ouvintes depois de, mais uma vez, lutar contra os incômodos que todos estamos sujeitos. Sua narrativa é linda, forte, bem-homorada, mas… deixa ele te contar. Confira o que ele escreveu no Caros Ouvintes que o AcontecendoAqui reproduz com muita satisfação.:
“Custou mas apareceu o gancho que eu precisava. Estive ausente da função de cronista colaborador do Caros Ouvintes desde dezembro de 2016. Foi uma lasqueira daquelas!
Seis meses depois, cá estou, em fase de recuperação, pilotando uma disputa renhida contra três nódulos de câncer: no fígado, na próstata e no quadril da perna direita. É mole, camarada!?
Com essa carga, o mundo veio a baixo pra mim, sem dó nem piedade. Família agitada, resultados dos exames em linguagem totalmente desconhecida, cara de piedade dos amigos, medicamentos com efeitos estranhos, malucos: dor de cabeça, zonzeira nos ouvidos, boca ressequida, tontura.
O campo estava preparado para a entrada em ação da quimioterapia. Quimioterapia oral, última palavra da ciência, referendada apelos médicos, abençoada pelo mercado da saúde, fonte de ganhos desmesurados da indústria farmacêutica, sufoco do cliente já abatido pelos efeitos colaterais do remédio que custa de seis a oito mil reais a caixinha com 60 comprimidos e que serão consumidos em menos de um mês. Ah! E para completar, o Seguro não aceita fornecer o medicamento.
A família não tem recursos para comprar. Desesperado o doente sai a cata de soluções. Aniquilado por ter contribuído por mais de 40 anos para os planos de Saúde e agora não encontrar os recursos. Ao final do dia o doente, desolado, volta apara casa.
– O único remédio é entrar com uma ação na justiça, lembra a mulher.
– Vai levar uma eternidade para que tenhamos algum resultado.
– Para conferir, temos que experimentar, não?
– É. Você ganhou. Dez pra ti.
Mesmo assim, saí em busca de amigos que tivessem conhecimento com algum advogado. O resultado foi positivo. Em menos de 30 dias eu estava recebendo o medicamento.
Mas, o gancho mesmo veio com a edição de março do Suplemento Cultural 86 de Santa Catarina: ô catarina! Onde o atual presidente da FCC, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz registra que “ô catarina! retorna após um intervalo de dois anos com a sua vocação de evidenciar a arte e a cultura catarinenses, ainda que em suas páginas figurem, também, artistas de outras regiões do mundo, porque a arte e suas linguagens são expressões desterritorializadas e, por isso, trazem a noção de pertencimento universal” (veja mais: www.fcc.sc.gov.br/ocatarina).
O outro ponto de convergência do meu gancho é que o site Carros Ouvintes – que sofreu mais uma invasão de hackeres – está retornando depois de cinco meses de sufoco. Ainda bem que volta sob o comando da Giane J.A. Severo e de uma diretoria integrada por nomes que de há muito emprestam sua colaboração e prestígio ao site e ao Instituto Caros Ouvintes: Ricardo Medeiros que deu o pontapé inicial sugerindo o lançamento do livro Caros Ouvintes – os anos 60 do Rádio em Florianópolis; Sílvio Loddi desenvolvedor dos sistemas de áudio do site; Vanderlei Pereti, financiador dos custos de criação e implantação do site Caros Ouvintes; Anuar Pedro Júnior trazendo sua experiência administrativa de vários anos em outras entidades congêneres.
E para finalizar, o compromisso pessoal de estar aqui, com você, todas as semanas. Quero rever, com a colaboração de vocês, alguns conceitos elementares da comunicação jornalística, que estão sendo sufocados por interesses escusos sob a custódia de uma democracia que está sendo arrasada.
Já que você veio até aqui, que tal ler esta pensata de Gandhi, o Mahatma?
Perguntado quais são os fatores que destroem os seres humanos? Ele respondeu: “A Política sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os Negócios sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade. A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável; que as pessoas são tristes, se estou triste; que todos me querem, se eu os quero; que todos são ruins, se eu os odeio; que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio; que há faces amargas, se eu sou amargo; que o mundo está feliz, se eu estou feliz; que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva e que as pessoas são gratas, se eu sou grato”. (Mais O Espelho de Gandhi no Youtube)”
PS – Nesta semana, comemoramos na segunda-feira, 27, os 157 anos do nascimento de Hercílio Pedro da Luz. Você leu, viu ou ouviu a cobertura dada pelos jornais, emissoras de rádio e televisão de Santa Catarina? Pois é, o Dr. Hercílio até agora não apareceu na lista da Lava Jato…
