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Praias catarinenses ganham sinalização da Univali para alertar sobre a ocorrência de águas-vivas
24 de Fevereiro de 2017

Praias catarinenses ganham sinalização da Univali para alertar sobre a ocorrência de águas-vivas

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Representantes da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), realizaram na manhã desta sexta-feira (24), a entrega de 500 bandeiras lilás e 3 mil flyers para o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. O material será utilizado para alertar sobre a ocorrência de águas-vivas no litoral catarinense.

As bandeiras, na cor lilás, seguem o padrão internacional de sinalização para prevenção em áreas aquáticas, indicando a presença de animais marinhos perigosos. Ela deve ser utilizada como uma bandeira secundária, junto à que orienta sobre as condições do mar.

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A perspectiva é de que o material seja distribuído aos postos de guarda-vidas das praias do litoral catarinense para divulgação da ocorrência e dos cuidados em caso de presença da espécie na água, ainda durante o período de carnaval.

Independentemente disso, a orientação é que os banhistas fiquem atentos se há presença de águas-vivas na areia da praia e verifiquem com os guarda-vidas se é seguro entrar na água.

Acidentes por águas-vivas e caravelas são comuns em Santa Catarina por uma série de razões que incluem época de reprodução dos animais, temporadas de veraneio e até a temperatura das águas. Dor e sensação de queimação, causada por envenenamento, são os principais sintomas. Eles podem ser tratados com medidas de primeiros socorros simples, como aplicação de água do mar gelada e compressas de vinagre.

Saiba como identificar e agir em caso de envenenamento:

* A espécie que representa mais de 90% dos casos de acidentes com banhistas é uma hydromedusa conhecida cientificamente como Olindias sambaquiensis. Ela é comum na costa brasileira e argentina;
* Ela é arredondada, tem tamanho máximo de dez centímetros e tentáculos curtos de coloração alaranjada;
* As crianças são suas principais vítimas, por permanecerem mais tempo na água;
* As irritações provocadas por esta espécie são amenas em comparações com outras águas-vivas menos frequentes, mas podem estragar seu dia de praia caso a concentração destes organismos seja muito elevada;
* As reações da pele restringem-se a vermelhidão e inchaço arredondados;
* Em caso de contato, evite lavar o local com água doce (torneira, chuveiro, mineral);
* Não coce a região afetada. O movimento aumenta a liberação de toxinas na pele e piora os sintomas;
* Não é recomendado urinar sobre a região afetada. A ação pode gerar contaminação da pele e agravamento do quadro;
* O tratamento destas irritações é simples, com o uso de vinagre caseiro, água do mar resfriada, lidocaína tópica e mentol para aliviar a coceira;
* Também pode ser aplicada uma solução de bicarbonato de sódio. Bastam duas colheres de sopa diluídas em um litro de água do mar;
* Cremes contendo arnica ou uréia, também, diminuem a dor e o desconforto;
* Compressas de água morna/quente (ou geladas) ou com solução morna de bicarbonato, também, podem ajudar;
* Por fim, pode ser necessário assistência médica e tratamento medicamentoso.

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