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Santa Catarina foi escolhida para iniciar mutirão da migração AM/FM
17 de Fevereiro de 2017

Santa Catarina foi escolhida para iniciar mutirão da migração AM/FM

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Na manhã desta sexta-feira, 17/02, o ministro Gilberto Kassab, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, esteve em Florianópolis para lançar o mutirão que seu Ministério fará por 27 Estados para entregar as outorgas e agilizar a transição do AM para o FM. O Ministro foi recebido pelo Governador Raimundo Colombo e pelo presidente dqa ACAERT, Marcello Petrelli.

O AcontecendoAqui esteve presente na cerimônia e conversou com Marcello Petrelli, Marise Westphal Hatcke, vice-presidente da ABERT e com o Secretário de Estado da Comunicação do Governo de Santa Catarina, João Debiasi. Ouça o que eles falaram:

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AM/FM
A migração é um marco na história da comunicação, assim como implementação da TV Digital. A vantagem não é só no âmbito tecnológico – com um sinal limpo e de melhor qualidade – mas também para a competitividade comercial das emissoras; que qualificam sua área de abrangência oferecendo mais vantagens para os anunciantes.

 

Migração
 
O que é a Migração das AMs?

A migração das rádios que operam na faixa AM para o espectro das FMs visa fortalecer as emissoras de rádio que hoje são prejudicadas pela baixa qualidade do dial AM. A faixa AM tem muitas interferências que acabam inviabilizando a sintonia dessas estações por parte dos ouvintes. Quanto maior o centro, mais difícil é a captação. No FM essas emissoras terão uma sintonia mais fácil e uma qualidade de áudio superior. O Decreto que autoriza a migração foi assinado pela presidente da República Dilma Rousseff em 7 de novembro de 2013.

O que é a Faixa estendida?

O dial FM de vários locais não comportam novas emissoras, ou pelo menos o número de estações que virão da faixa AM. Por isso será criado o dial estendido (ou faixa estendida), que vai de 76.1 MHz até 87.5 MHz (hoje as emissoras de rádio em FM utilizam canais entre 87.7 MHz até 107.9 FM). Essa faixa estendida deverá ser utilizada em grandes centros como Joinville, Florianópolis, Blumenau entre outros, respeitando assim as condições atuais da faixa FM “convencional” (utilizada pelas FMs atualmente). Nos dials FMs não compatíveis com o número de estações AMs que pediram migração, a faixa estendida será utilizada.

O que é Simulcasting? 

É uma das principais dúvidas dos migrantes. O simulcating é a transmissão simultânea em AM e FM para a adaptação da audiência AM em relação à transmissão em FM. Como as emissoras do primeiro lote devem operar em FM convencional (faixa já conhecida pelo público de rádio no Brasil), o tempo de simulcasting será de 180 dias (conforme decisão divulgada em abril de 2016), atendendo assim um pedido de entidades do setor. Já as emissoras do segundo lote e que ocuparão faixas do FM estendido a previsão é de que o simulcasting dure cerca de 5 anos.

A faixa AM será extinta? 

O serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. As estações que não solicitaram a migração para o FM poderão continuar no ar em AM. O que será extinto é a categoria de AM local, ou seja, as estações de baixa potência. Das locais que operam em AM e não desejam ir para o FM, deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional). Das 1781 emissoras locais que atuam na faixa AM, 1300 pediram a migração para a FM.
Importante – Quem perdeu o prazo de solicitar a migração (ocorrido em 2014) não terá oportunidade de fazer isso novamente. Vai continuar operando no espectro AM (se for de característica local, vai ser obrigada a pedir aumento para as classes regional e/ou nacional. O AM não tem previsão para ser extinto no Brasil.

Mais (dados fornecidos pela ACART)
– Os veículos de comunicação catarinense contribuem com número significativo de empregos diretos em Santa Catarina: são cerca de 9 mil funcionários
– ACAERT existe há 35 anos, reúne mais de 250 emissoras de rádio e 11 TVs abertas de Santa Catarina, 4 redes estaduais (GLOBO/RBS, RIC/RECORD, SBT SC, BAND TV/Catarina HD) e 7 TVs regionais. 
– A ACAERT é um exemplo nacional de associativismo no setor da radiodifusão, exemplo disso é que o Estado foi escolhido para receber o primeiro encontro itinerante da migração do AM – FM, com a presença do ministro Kassab e das demais autoridades do ministério. 
– Há anos as rádios AM reivindicavam a migração para o FM, aumentado a qualidade da transmissão e a viabilidade comercial das emissoras.
– A radiodifusão catarinense é reflexo da realidade econômica do Estado de Santa Catarina, com potencialidades regionais. São pequenas, médias e grandes empresas de comunicação, que geram emprego e renda, e ajudam a movimentar a economia.  
– Lages foi a segunda cidade em todo o Brasil a presenciar a migração de uma emissora do AM para o FM, e a primeira da região sul.  
– Santa Catarina tem importantes emissoras no interior, com forte identidade regional, que levam informação de qualidade e prestam um serviço relevante aos moradores de SC. 
– Apesar da ampla cobertura da Televisão Regional, em muitas regiões, só a rádio local tem a capacidade de atingir as regiões mais distantes. O rádio tem capilaridade. 
–  A radiodifusão catarinense tem várias particularidades, entre elas, um setor unido e com forte capacidade de diálogo com os demais setores produtivos e entidades de classe. 

 

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