A situação política e de crise no Brasil, os fatos que antecederam a votação do impeachment de Dilma Rousseff, as novas medidas de Governo e o tratamento da mídia a essas notícias. Todas essas questões foram abordadas pelo jornalista Eduardo Ribeiro, da Rede Record, na palestra “Jornalismo, Corrupção e Crise Política: Mediação e Desafios”, no início desta tarde no 16º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão, realizado no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis.
Com perfil do chamado jornalista multimídia (produz conteúdo para rádio, tv e internet), Eduardo Ribeiro conversou com jornalistas, estudantes e empresários de comunicação sobre a responsabilidade na apuração das notícias e também sobre pontos polêmicos da atual conjuntura brasileira. “Na janela da crise, nossa responsabilidade aumenta. E aumenta bastante”, comentou. Para ele, “a função do jornalista é inquietar, buscar a informação mais delicada” e que também se espera “bom senso” dos jornalistas na análise dos fatos.
Ao refutar críticas que estão presentes nos debates, nas redes sociais e até mesmo na imprensa, de que parte da mídia seria “golpista”, Eduardo apresentou diversos argumentos e dados – desde o desempenho da economia até a perda da base de apoio de Dilma no Congresso – que resultaram no quadro político. Fez referências também ao atual governo do Presidente interino Michel Temer, que no primeiro dia exonerou o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e já desmentiu três ministros.
“A notícia se impõe. E quando a informação se impõe, não é possível ignorá-la”, refletiu sobre a ampliação das notícias de política na imprensa, no último período.
