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“Quando eu não acesso um site pelo celular, é porque a experiência da marca é muito ruim, não por problemas nas operadoras”
10 de Fevereiro de 2016

“Quando eu não acesso um site pelo celular, é porque a experiência da marca é muito ruim, não por problemas nas operadoras”

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por Samantha Carvalho*

As tecnologias móveis não são ferramentas recentes. Apesar disso, nem todas as empresas integram uma estratégia voltada a esse tipo de consumidor em seus planos de comunicação. Pensando nisso, a ADVB/RS realizou na manhã desta quinta-feira (28) o primeiro Comitê de Marketing Digital de 2016, com o tema “Seu cliente é móvel. E você? Como o mobile pode fazer a diferença em um ano de crise?”

A palestrante escolhida foi Samantha Carvalho, diretora da Queen Mob, uma agência voltada à presença mobile dos clientes e que opera em Porto Alegre e São Paulo. No seu currículo estão vários prêmios pela atuação no mercado, com destaque para duas conquistas: foi indicada pelo Google, em 2012, como uma das seis empresas brasileiras recomendadas para desenvolvimento de sites móveis no Brasil e, em janeiro deste ano, foi a única do país a ser escolhida pela Apple para integrar o Apple TV Tech Talks, em Nova York.
 
Samantha iniciou a conversa com a ADVB/RS deixando claro que trabalhar com tecnologia móvel se trata de entender o comportamento das pessoas e adaptar as suas estratégias de acordo com suas necessidades. “O consumidor decide qual tela irá acessar – a empresa deve oferecer uma experiência boa em todas elas”, afirma.
 
Em seguida, a especialista passou a discutir o que é necessário fazer para adaptar uma empresa ao mobile. Além de entender o público, é preciso compreender a relação já existente com ele. Isso significa observar onde o site é mais acessado, o que já é adaptado para o mobile e quais são as dificuldades que o usuário enfrenta atualmente nos canais de relacionamentos. 
 
Após isso, é a hora de pensar em como entregar o conteúdo: apenas um site adaptado, criar um aplicativo ou utilizar outras estratégias, como o SMS? Apesar da tendência atual ser a criação de aplicativos, Samantha alerta “só façam um aplicativo se ele for prestar um serviço, se ele for útil. Se for firula, corta.”
Por fim, antes de responder aos questionamentos do público, a palestrante listou os benefícios de uma estratégia de comunicação móvel bem aplicada: impacta audiências específicas, auxilia na construção da marca, aumenta o número de vendas, traz mais público para lojas físicas e auxilia no engajamento com a marca, entre outros efeitos positivos.

Marcelo Paes, diretor executivo da Tantum Inovação, destacou a atuação da palestrante. “Interessante ver que o mercado está abastecido com pessoas que entendem o mercado móvel aqui no Sul, sem precisar recorrer para outros centros”. Já Mauro Mabilde, gerente de mercado do Grupo RBS, observou a necessidade de difundir “a informação e a cultura do mobile com profundidade, para  que as empresas, mercado e profissionais consigam lidar com a ferramenta da melhor maneira possível.”
 
Momentos
“O mobile é muito mais sobre entregar uma boa experiência do que ter uma ideia genial para ganhar um prêmio em Cannes.”
“A estratégia mobile número um é ter um site adaptado ao celular, que rode da melhor maneira possível.”
 “O consumidor decide qual tela irá acessar – a empresa deve oferecer uma experiência boa em todas elas”

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