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Artigo: A anti-aula de marketing do eSocial
09 de Novembro de 2015

Artigo: A anti-aula de marketing do eSocial

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por Luiz Marca*

O que separa uma boa ideia de uma experiência totalmente frustrante? A habilidade, ou boa vontade, de quem implementa o projeto em atuar em três frentes: estar preparado para a gestão de crises, ser ágil para pôr em prática um plano B e, principalmente, puxar para si não apenas os louros, mas também os eventuais chutes na trave. Quem trabalha com a área de marketing e tem experiência em lançamentos de novos produtos ou serviços sabe bem do que estou falando. Não vou nem me referir ao fato absurdo de se colocar na rua um serviço que não suporta o primeiro teste de uso. Antes de oferecer ao consumidor qualquer coisa, vale seguir à exaustão as 3 regras básicas da época de Matusalém: testar, testar e testar.

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O problema é que preceitos tão básicos foram ignorados pela Receita Federal e o seu novo eSocial. A situação seria cômica, não fosse trágica, já que tem submetido empregadores brasileiros a verdadeiras maratonas na frente do computador, na tentativa de, desde o último dia 1º de novembro, imprimir guias para o pagamento de empregados domésticos. O tal do Simples Doméstico, que complicou a vida de tanta gente, reúne os novos encargos trabalhistas e deve ser pago para evitar multas.

Os jornais mostram os cidadãos brasileiros em tentativas hercúleas, horas a fio, noite adentro. Afinal, eles são brasileiros, não desistem nunca – como diria certo slogan conhecido. E a bendita mensagem de erro persiste na tela. É mais uma verdadeira via crucis para pagar imposto, gente! As pessoas querem quitar e são punidas.  E cá seguimos nós, escorchados por um volume abusivo de impostos e de burocracia. Ah! E de total falta de sensibilidade.

 As declarações da equipe da Receita Federal tem sido desastrosas: “Continuem tentando. O prazo não vai ser adiado”. Ou seja, não admitiam a falha. Pior, acreditam na sua infalibilidade. Finalmente, no dia 04 de novembro, praticamente às vésperas do término do prazo oficial, decidiram prorrogar o prazo até o dia 30 deste mês. Eu fico pensando no que o consumidor faria com uma empresa privada que o submetesse a um terço disso tudo. Quanto tempo de vida ela teria? Para fazer desse limão uma limonada, proponho encararmos esse case como uma verdadeira anti-aula de marketing, campeão em pelo menos duas categorias: desconhecimento do serviço lançado e falta de respeito com o consumidor.

*Luiz Marca é consultor e empreendedor. Já esteve à frente do marketing de empresas e foi diretor de agências de propaganda. Desenvolveu planejamentos estratégicos de negócios para empresas de diversos portes e segmentos, de atuação regional e nacional. É consultor parceiro da Acate (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia) e da Deatec (Associação das Empresas de Tecnologia do Oeste de Santa Catarina). Em 2011, fundou a Luiz Marca – Estratégias de Marketing e Treinamentos. Criou uma metodologia inovadora de alavancagem de vendas, o 3DiP Marketing que visa direcionar os empresários sobre os rumos e melhores estratégias de marketing para cada negócio e situação.

 

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