Pode ser que você nunca tenha parado para pensar, mas os cavalos-marinhos são um dos poucos animais que possuem caudas em forma de prisma, ao contrário do resto do reino animal, que têm caudas cilíndricas. Um grupo de cientistas decidiu investigar por que isso acontecia e acabou descobrindo que o motivo pode ser útil até para o mundo da robótica.
As descobertas do engenheiro mecânico Michael Porter, da Universidade Clemson, a respeito das virtudes de uma cauda quadrada, que foram publicadas na edição desta sexta-feira (3) da revista científica Science, podem ajudar engenheiros a desenvolver robôs que possam apertar, agarrar, torcer e suportar pressão mecânica com muito mais eficiência do que as máquinas atuais.
Dos macacos e roedores até cobras, salamandras e lagartos, as caudas cilíndricas dominam o mundo animal. Mas o cavalo marinho, que nada mais é do que um peixe que não nada muito bem, sempre foi uma exceção na natureza. O rabo do cavalo marinho é composto por 36 placas quadrangulares, grudadas na vertebra do bicho por meio de camadas grossas de tecido conjuntivo, cada vez menores ao longo do comprimento da cauda.
Porter, cujo grupo de pesquisa desenvolve novas estruturas mecânicas baseada em modelos biológicos, é fascinado pela geometria única do rabo do cavalo-marinho. Enquanto estudava o esqueleto do cavalo-marinho nos tempos de estudante, ele descobriu que os ossos são compostos por apenas 40% de minerais, mais uma quantidade surpreendentemente grande de proteína e outros compostos orgânicos. Quando aplicou essas estruturas a testes de pressão, ele descobriu que o tecido conjuntivo entre as placas de ossos e os músculos da cauda conseguia aguentar a pressão, protegendo a vertebra do animal.
Fonte: Info Abril e Science
