Pela primeira vez na história a imprensa do Egito faz críticas a um presidente do país. As críticas foram feitas ao atual presidente Abdel Fattah al-Sisi. Coisa impensável em se fazer até pouco atrás, quando ele estava à frente do Exército e removeu a Irmandade Muçulmana do poder, em 2013.
Segundo o portal Reuters, o jornal chamado Al-Watan, que é a favor do governo, retratou os obstáculos para o plano de reforma de Sisi, e reforçou que a elite política e militar ainda dominam o Egito, um estratégico aliado dos Estados Unidos. A publicação listou fatores que prejudicam al-Sisi, incluindo corrupção e nepotismo. Também criticou o que classificou como “violações cometidas por forças policiais”.
Após Mursi ter saído do poder, forças de segurança mataram centenas de apoiadores da Irmandade, prenderam milhares de muçulmanos e passaram a perseguir ativistas liberais. O Egito alega que o grupo é uma ameaça para a segurança nacional. O Ministro do Interior nega alegações de abusos aos direitos humanos.
Outro jornal, o Al Bursa, publicou uma reportagem com o título “Por que o governo está se movendo na velocidade de uma tartaruga?” e afirmou que o primeiro-ministro tinha que fazer mais se quisesse conseguir resultados.
O al-Masriyoon publicou um artigo de opinião com a manchete: “Egito precisa de eleições presidenciais antecipadas”. O autor, Gamal Sultan, escreveu que o mandato de Sisi havia colocado “o Egito mais distante da estabilidade e deixou a nação inteira à beira do perigo”.
Aos poucos, a imprensa vai formando uma revolução no país conservador e antigo.
*Com informações do Portal Imprensa.
