Publicidade
ESTREIA: Novo colunista, Prof. Ozinil Martins de Souza: Baixa Produtividade, Inflação, Brasil. Um trinômio que dá certo!
07 de Outubro de 2013

ESTREIA: Novo colunista, Prof. Ozinil Martins de Souza: Baixa Produtividade, Inflação, Brasil. Um trinômio que dá certo!

Publicidade
Por Prof. Ozinil Martins de Souza 07 de Outubro de 2013 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

Com grande satisfação apresentamos a você, leitor, o nosso mais novo colaborador, Prof. Ozinil Martins de  Souza que atuou por vários anos no RH da Souza Cruz, foi Reitor da Uniasselvi até início deste ano e publicou seus artigos no Portal AcontecendoAqui Vale nos últimos 10 meses. Ozinil tem graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica. Bem Vindo Professor!
Jailson de Sá
Editor

Estamos vivendo momentos preocupantes no tocante a produtividade. Recentemente a revista Exame publicou uma contundente reportagem sobre a produtividade brasileira. Comparando-a com a americana nos diz que, para produzir o mesmo que um trabalhador norte americano, precisaríamos ter cinco trabalhadores brasileiros. A pergunta que se faz necessária, neste contexto, é: Se temos uma produtividade tão baixa por que o custo do trabalho é tão alto?

Publicidade

Como vivemos um momento que a imprensa está chamando de apagão de mão de obra, para conseguir os trabalhadores necessários à produção, o empresário se sujeita a pagar acima do que este indivíduo produz para manter o posto de trabalho ocupado. Logo, se pago mais caro pelo trabalho, sem a devida correspondência em produtividade, esta é uma fonte geradora de inflação. Isto vale para a atividade empresarial como para os serviços supridos pelo estado. As razões da nossa baixa produtividade são muitas e todas elas autoexplicativas. Vamos a elas:

Falta de Renovação – parque fabril caminhando para a obsolescência, empresários com visão primária e que não querem se expor à competição, buscando junto ao governo medidas que beneficiem o seu setor de trabalho; podemos chamar a isto de paternalismo;

Baixa Utilização dos Ativos – basta tentar montar uma operação de trabalho aos sábados e domingos. Todos conhecem as dificuldades dos supermercados para trabalharem sábados e domingos;

Porte Reduzido – Empresas com até 50 empregados empregam a maioria da força de trabalho no Brasil (99,7%), mas atuam de forma amadora e com baixo nível de planejamento;

Planejamento Deficiente – gestores mal preparados, sem formação em sua grande maioria e, sem interesse em se tornarem competitivos. São empreendedores por necessidade e não por oportunidade;

Infraestrutura Precária – todos, conhecemos as condições de infraestrutura de nossas estradas, portos, aeroportos, hospitais e, por aí afora. Isto é custo;

Feriados – O excessivo número de feriados no país reduz a produtividade, encarecendo o custo final dos produtos e serviços; sem falar nos feriados prensados que todos adoramos, mas que representam perda de produtividade;

Má qualidade da Força de Trabalho – baixo nível de escolarização, falta de vontade e, tudo isto, agravado pela existência de uma legislação trabalhista arcaica e decadente;

Custo do Trabalho no Brasil – segundo o Professor José Pastore, autoridade reconhecida na área trabalhista, para cada R$1,00 investido no salário do trabalhador o empresário recolhe R$1,02 em encargos trabalhistas.

Isto tudo nos empurra à baixa produtividade, ao aumento permanente de custos sem a devida correspondência em produtividade. Não é a toa que perdemos competitividade na agricultura a partir das porteiras das fazendas. O empresariado rural fez a sua parte: modernizou-se, informatizou-se, mecanizou sua lavoura, foi em busca das melhores sementes (justiça à Embrapa), transformando em produtivas as terras sob sua gestão. Já, da porteira para fora temos estradas destruídas, ferrovias sucateadas, portos operando como se ainda estivéssemos no século 19 e refém de sindicatos, que atuam na área portuária, como se fossem os verdadeiros donos do negócio.

O industrial competitivo, exposto a competição mundial, modernizou-se, equipou sua empresa de forma a competir internacionalmente, qualificou seus empregados no processo produtivo e delegou-lhes o empoderamento. São exemplos marcantes a Embraer e a Vale, empresas, aliás, que o governo sonha em reestatizar, talvez para transformá-las novamente nos cabides de emprego que existiam antes da privatização.

Os problemas que nos impedem de ser um país competitivo e influente junto às nações centrais do mundo estão acima especificados. Independente da ideologia que norteie o país é importante frisar que ele deve ser competitivo no que faz. A China é um bom exemplo neste sentido. Pragmática, com visão de futuro, atua fortemente no mercado e expõe sua indústria a competição internacional. Por que não podemos fazer o mesmo? Boa leitura.

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter


    Publicidade