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Divagar, e sempre (2)
25 de Abril de 2011

Divagar, e sempre (2)

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Quando escrevi a primeira coluna com esse título, o revisor acertadamente questionou se não era “devagar”. É divagar, mesmo, sem rumo certo. Um jogo de palavras, para dar nome a pequenos comentários sobre assuntos variados.

Que é isso, gente?

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Começo pedindo licença ao Elóy Simões, combativo publicitário, professor, colunista, jornalista, para pongar sua última coluna com o título acima, onde ele retrata um aspecto do mercado local:

“O Clube de Propaganda e Marketing há algum tempo não promove um evento. (Até o ano passado era um por mês).

O Clube de Criação de Santa Catarina não dá sinal de vida.

A Associação dos Profissionais de Publicidade (ou de Propaganda?) parece ter tomado um simancol.

Nem do Grupo de Mídia se ouve falar mais”.

Não tenho mandato do Clube, mas quero dar minha opinião. Conhecemos bem seus realizadores, competentes, abnegados, mobilizadores, Então, por que não está operativo? Direto ao ponto, nua e cruamente: falta de apoio financeiro. Nosso mercado não sabe reconhecer as atividades saudáveis da profissão, ou não quer por a mão no bolso. Por extensão, acredito seja o mesmo caso das outras entidades apontadas.

Triste, mas verdadeiro.

Floripa

Outro companheiro de colunas, o professor Sardá aponta sistematicamente os problemas de nossa cidade. Se ele e vocês andam pelo centro, sentiram, como eu, dificuldade em caminhar entre dezenas de ambulantes que espalham suas mercadorias pelas ruas e calçadas. São famílias que tentam ganhar a vida, mas mais um entre os inúmeros problemas que complicam e enfeiam a “capital turística do Mercosul”…

Japão e Realengo

Na última coluna comentei a cobertura pela imprensa da tragédia do Japão e volto agora ao assunto, em relação ao absurdo assassinato de crianças no Rio de Janeiro. De novo, ataques à imprensa e a “espetacularização” do fato. Os que acusam, provavelmente gostariam de ver a notícia assim “informamos aos espectadores que aconteceu um fato lamentável numa escola pública em Realengo, no Rio de Janeiro, em consequência do qual vieram a falecer 11 menores. Passemos agora à previsão do tempo pare este fim de semana”. Para usar a expressão do Elóy, o que é isso, gente? Informação sem emoção é ovo sem sal… e não devemos confundir espetáculo com sensacionalismo, este sim deplorável.

Novela do SBT

Saiu um manifesto de militares da reserva pedindo a retirada do ar de uma novela do SBT, cuja trama se localiza nos chamados “anos de chumbo” da ditadura militar. De novo: o que é isso, gente? Vamos retomar a censura?

O que aqueles militares não perceberam é que a) com suas manifestações esdrúxulas estão aumentando a audiência do programa, tudo o que o canal de TV quer; e b) estão perdendo uma excelente oportunidade de mostrar sua visão e interpretação dos fatos, já que o programa está aberto a depoimentos.

Como se vê, o marketing não se aplica apenas à venda de sabonetes.

Ta barato pra caramba

Me perguntaram se eu entendi a campanha do 21, que tem motociclista apanhando, palhaço, confusão generalizada. Fiquei meio embaraçado, porque devo estar lento de raciocínio, já que não entendi… Será que alguém pode me ajudar e explicar?  Agradeço.

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