Na semana que vem estarei em SP participando do Seminário com o Philip Kotler. Mas antes disso, gostaria de compartilhar um pouco do que ele vem falando sobre inovação, assunto que, em minha opinião, deveria estar no radar e foco de todos que trabalham com marketing e propaganda. Seu livro A Bíblia da Inovação, lançado em 2011, é realmente uma bíblia para aqueles que desejam entender melhor do assunto. No post de hoje focarei nos 7 problemas apontados por ele como os grandes entraves à Inovação nas empresas de qualquer segmento. Daqui para diante farei um pequeno resumo do início do livro, com alguns comentários ao final.
Os executivos dizem que a inovação é algo muito importante, mas a abordagem de suas empresas em relação a isso, é, em muitos casos, informal, e, os líderes carecem de confiança em suas decisões de inovação. (McKinsey 2007).
Segundo Kotler, está acontecendo com a inovação o que aconteceu com o marketing há algumas décadas atrás. Poucos profissionais estão preparados para a inovar e para a utilização de técnicas e metodologias de inovação. A inovação ainda é tratada como sinônimo de inovação tecnológica, o que é um grande engano e uma visão muito limitada. Quando uma empresa limita a sua abordagem ao departamento de P&D, ela perde o potencial criativo dos profissionais que trabalham em outros departamentos.
Hoje a inovação, como ramo do gerenciamento, está subdesenvolvida.
Para facilitar a compreensão sobre a dificuldade das empresas em inovar, ele cita os 7 problemas mais comuns, barreiras e restrições à inovação.
- O que a inovação realmente significa.
- Atribuição imprecisa de responsabilidade. Quem é o responsável pela inovação?
- Confundir inovação com criatividade.
- Falta de arcabouço. É muito difícil pensar em como fazer as coisas de maneira diferente enquanto elas realmente estão sendo feitas.
- Falta de controle.
- Falta de coordenação.
- Falta de foco no cliente. Qual é a diferença entre uma idéia e uma inovação? Resposta: a inovação oferece mais valor para o cliente. Ponto chave: atualmente é difícil inovar se não prestarmos atenção ao consumidor final.
E como uma resposta a esses problemas, os autores conceberam o modelo A-F para servir como um sistema de orientação ao pensamento referente à inovação, tanto quanto os 4Ps ajudaram os profissionais de marketing a organizar as suas atividades e teorias.
Nos próximos artigos abordarei o modelo A-F e comentarei um pouco mais sobre o livro.
Como venho estudando sobre inovação, e tenho aplicado algumas metodologias na minha empresa, a Clear Educação e Inovação, como o Design Thinking e o BMGEN Canvas, me atrevo a dizer que a inovação é possível, sim, para as médias e pequenas empresas. Digo mais, ela é fundamental para a sobrevivência dos negócios e dos profissionais nesse mundo interconectado, onde os consumidores e clientes tem vez e voz.
Mesmo que a sua, como a grande maioria das empresas no Brasil, não tenha departamento de P&D, acredite é possível inovar, introduzir uma cultura de inovação.
Temos que sair do pensamento de que inovar é para os grandes e abraçar as técnicas e metodologias disponíveis e acessíveis para inovar em modelos de negócios, em gestão, novos produtos, processos, serviços e etc.
Convido-os para a leitura dos próximos artigos sobre o tema.
Se quiserem conhecer um pouco mais sobre como pensar e agir de maneira diferente para inovar, os convido a ler esses posts:
Little Bets: Pequenas apostas para empreender de forma inovadora
Modelo Canvas: uma ferramenta para o sucesso
Já ouviu falar em Modelos de Negócios? O momento é agora
No blog da Clear Educação e Inovação você encontrará vários posts sobre esses assuntos, escritos por mim e por nossos parceiros.
Sintam-se a vontade para comentar, participar na discussão, criticar e etc. Vocês me encontram no email [email protected], Twitters @fernandabornsa e @cleareducacao.
Obrigada pela leitura e até a próxima!
