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Diagnóstico e dicas: onde estão as vagas de e-commerce?
21 de Maio de 2012

Diagnóstico e dicas: onde estão as vagas de e-commerce?

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Por Cristiano Chaussard 21 de Maio de 2012 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

Deixe-me adivinhar: Você ficou empolgado com as possibilidades de uma nova e promissora carreira como gerente de e-commerce e começou a procurar as vagas de emprego disponíveis no mercado da sua região. Depois de não encontrar nada nos portais locais acabou apelando para os gigantes nacionais e encontrou vagas como esta (http://filialnacional.com/2012/05/21/vaga-para-gerente-de-e-business/) no Rio de Janeiro e em São Paulo. Correto?

Por que isso aconteceu?

Lá vai meu primeiro diagnóstico: os estados que mais anunciam vagas para o novo mercado do e-commerce são Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, exatamente nesta ordem. Em quarto e quinto lugar, com uma expressividade mínima em anúncios vem Paraná e Santa Catarina.

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Isso não significa que não existam lojas virtuais em busca de profissionais em sua região. Elas existem aos montes. Para se ter uma ideia, entre janeiro e agosto de 2011, havia 23000 lojas virtuais no Brasil. A estimativa é que, até 2014, o número chegue a 45 mil.

Até 2014, a previsão é que sejam gerados 34 mil empregos diretos e mais 50 mil indiretos no comércio eletrônico nacional no período. Há oportunidades para praticamente todas as áreas de atuação em marketing, comunicação e vendas, como diretores, gerentes, assistentes de e-commerce, analistas de métricas, links patrocinados, SEO, fotógrafos, designers, gerentes e analistas de marketing digital.
O fato é que quase todas estas lojas estão com dificuldades em encontrar profissionais para trabalhar.
Há um ciclo vicioso no mercado de RH para e-commerce: 1) as lojas virtuais não estão anunciando suas vagas e 2) não anunciam porque não conseguem profissionais que preencham seus requisitos, 3) os profissionais, por sua vez, não encontram as vagas disponíveis porque elas não estão anunciadas, 4) os anúncios não são mantidos porque custam muito para ficarem tanto tempo “no ar” sem serem preenchidos. Percebe como é este conjunto de motivos retro-alimentadores que estão matando a comunicação entre profissional e empresa?
Faça um exercício de se colocar no lugar do lojista e tente encontrar nos portais de empregos um só currículo de profissional especializado em e-commerce e você entenderá como eles pensam.
Em pesquisa realizada pelo E-bit, a maioria dos pesquisados (79%) afirmou que os profissionais não atendiam a todas as habilidades necessárias, enquanto 22% não sabiam onde encontrar currículos específicos. Para 20%, os salários pedidos eram mais altos do que poderiam oferecer e 9% dos candidatos já estavam empregados em outra empresa.Na hora de prospectar profissionais, as indicações ainda são o meio mais efetivo. Dos executivos que contrataram nos últimos seis meses, 64% chegaram aos candidatos por meio de amigos, parentes ou colegas de trabalho. As redes sociais vêm apresentando uma importância crescente: 11% encontraram os profissionais por meio de sites como LinkedIn e Twitter.

Se você quer dar esta guinada em sua carreira mude para a estrarégia do oceano azul e siga estas dicas:

1) Especialize-se. Comece pelos cursos mais disponíveis no mercado, os de marketing digital. A Estácio de Sá e o Senac oferecem pós-graduações excelentes em Mídias Digitais.
2) Exponha-se. Redes sociais também servem a este propósito. O LinkedIN é a ferramenta ideal para expôr suas intenções e para encontrar o contratante.
3) Seja online. Sua próxima profissão será totalmente imersa na rede, comece a adquirir esta cultura.
4) Leia tudo o que encontrar sobre e-commerce. Existe quase uma centena de portais especializados e colunistas.
5) Relacione-se no mundo físico. Hoje, a maior parte das contratações de profissionais para o e-commerce acontece por meio de indicações. Converse com seus amigos e manifeste a vontade de mudar de carreira. Comente com seus professores e proponha aos empresários que você conhece para que eles iniciem sua atuação no e-commerce.
6) Pergunte para mim. Há sempre um lojista desesperado por um profissional de e-commerce.

 

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