De acordo com a enciclopédia virtual Wikipédia, a denominação ‘Gibi’ é decorrente do título de uma revista brasileira de história em quadrinhos lançada em 1939 pelo Grupo Globo, de Roberto Marinho, tão popular que seu nome é sinônimo de histórias em quadrinhos no Brasil até hoje.
A história em quadrinhos é uma forma de arte sequencial que conjuga texto e imagens com o objetivo de narrar histórias dos mais variados gêneros e estilos. São, em geral, publicadas no formato de revistas, livros ou em tiras publicadas em revistas e jornais. Em sua história mais recente, os quadrinhos encontram seus precedentes nas sátiras políticas publicadas por jornais ingleses e norte-americanos, que traziam caricaturas acompanhadas de comentários ou pequenos diálogos humorísticos entre os personagens retratados.
Mais tarde, esse recurso daria origem aos “balões”, elemento gráfico que indica ao leitor qual dos personagens em cena está falando. A popularização dos quadrinhos deu-se durante a Segunda Guerra Mundial, sendo utilizados pelos EUA como propaganda ideológica dentro de suas áreas de influência. Vários personagens como o Capitão América e Super-Homem, têm sua origem nesse contexto, sendo criados como defensores da liberdade e a democracia contra vilões nazi-fascistas. Com esse apoio governamental, os quadrinhos ganharam um público fixo e puderam ampliar a variedade de temas, indo muito além do maniqueísmo próprio ao período. Por volta da década de 1950 os quadrinhos tiveram problemas com a censura norte-americana. Na década de 1960 autores underground começaram a fazer quadrinhos priorizando o autoral. O americano Robert Crumb é considerado o nome mais importante deste meio. Influenciou muitos artistas do mundo todo a produzirem seus próprios trabalhos.
No Brasil, a publicação de histórias em quadrinhos no Brasil começou no início do século XX. No país o estilo comics dos super-heróis americanos é o predominante, mas vem perdendo espaço para uma expansão muito rápida dos quadrinhos japoneses (conhecidos como mangá). Artistas brasileiros têm trabalhado com ambos os estilos. No caso dos comics alguns já conquistaram fama internacional (como Roger Cruz que desenhou X-Men e Mike Deodato que desenhou Thor, Mulher Maravilha e outros).
A primeira revista em quadrinhos brasileira chamava-se ‘O Tico Tico’ e acredita-se que foi a primeira do mundo a trazer histórias fechadas completas. Foi lançada em 1905 e em seus primeiros anos limitava-se a reproduzir os quadrinhos norte-americanos, principalmente Buster Brown e Tige, de Richard Outcault, (renomeados como Chiquinho e Jagunço). Com o tempo, a revista começou a abrir espaço para autores brasileiros, entre eles J. Carlos (com os personagens Melindrosa e Lamparina), Max Yantok (Joca Bemol, Barão de Rapapé, Chico Muque) e Alfredo Storni (Aventuras de Zé Macaco e Faustina). Mais tarde se juntaria a estes o desenhista Luiz Sá, que criou as populares histórias de Reco-Reco, Bolão e Azeitona. A revista ‘O Tico Tico’ foi publicada até 1956. Teve fãs famosos como o político Rui Barbosa e o poeta Carlos Drummond de Andrade.

