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O desafio para acabar com a bebedeira
03 de Dezembro de 2012

O desafio para acabar com a bebedeira

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  1. Você percebe que está bêbado quando…você não consegue mais argumentar nem com objetos inanimados. …o médico encontra sinais de sangue na bebida que corre por suas veias. …as suas filhas gêmeas são chamadas de Brahma e Antárctica. …os mosquitos ficam chapados depois de te picarem. …o boteco inteiro te cumprimenta quando você chega. …você não reconhece sua esposa a não ser vendo-a através de um copo. …seus amigos pedem para você assoprar no isqueiro deles quando o gás acaba. …a prefeitura começa a cobrar de você o aluguel pelo banco da praça. …a fabricante do Estomazil aparece mensalmente na sua casa com dez caixas do produto. …seu chefe te dá 30 caixas de cerveja como cesta básica. …você acorda com o bafo de pinga do cachorro que desmaiou depois de passar a noite inteira lambendo sua boca. …quando você morre te enterram junto com lixo nuclear para evitar explosão. …os manifestantes do MST te dão um cigarro e pedem para você caminhar em direção à polícia ao invés de usarem coquetel molotov.(fonte: internet)
  1. Está no Facebook:

PUBLICIDADE DE ARREPIAR

Ao me arrepiar com o anúncio da Stihl, em que um cidadão, com soprador costal, limpando seu jardim, desperta paixão em mulheres, reforcei a tese de que a criação da grande maioria das agências de publicidade se encontra em zona de conforto e se acha intocável. Primeiro que predominam em anúncios de TV artistas e jogadores, justamente porque fica mais fácil de criar uma peça publicitária. Basta mostrar uma bela artista ou um Neymar com cara de enigmático (ele faz sete anúncios simultâneos) e tá montada a peça. O telespectador olha a artista e o Neymar e nem dá bola para a mensagem. E, claro, o percentual da agência sobre o cachê do artista e do jogador não é de dispensar.

Gostaria de desafiar as agências, com a ajuda do meu amigo Eloy Simões, a criar anúncios bons, convidativos, atraentes sem se utilizar de artistas e jogadores. Investir no conteúdo, no produto, na marca e convencer o consumidor a comprar. Será que os times de criação conseguem bater uma boa bola sem os craques do futebol e da TV? Tenho minhas dúvidas, a menos que o empresariado comece a descobrir que está gastando muito com gente famosa.

Ah, em tempo: vocês já ouviram no rádio o anúncio de uma fábrica de remédios genéricos, em que Ronaldinho, sua mãe e seus filhos dizem que só usam essa marca? Será que Ronaldinho está gordo de tanto genérico que anda tomando? Mas, me expliquem uma coisa: o que tem Ronaldinho, sua mãe e os filhos com genérico? Será que um doente que vai à farmácia em busca de genérico, justamente para gastar menos, adverte o farmacêutico que quer o genérico do Ronaldinho?  Será que Ronaldinho é uma esperança de cura?” (a) José Laudelino Sardá

 

  1. Há algum tempo Sardá e eu conversamos sobre esse assunto. Como se tivessem embebedados pela preguiça,  criativos brasileiros rumam pelo caminho fácil do testemunhal. Rabiscam um roteiro qualquer, botam um  artista famoso para interpretá-lo sem ao menos se  preocuparem com o fato de que eles jamais consumiriam o produto que vão anunciar, e mandam bala. 
  2.  Não por acaso a comunicação de massa está perdendo a força. “Por culpa da internet”, dizem. Coisa nenhuma: por causa da falta de criatividade, das imbecilidades que andam veiculando por aí. Tanta imbecilidade também embriaga o consumidor, que vai tateando uma nova forma de se divertir. 
  3. Reforço o desafio do Sardá: que os criativos fiquem sóbrios, e, como criativos mesmo, saiam  do lugar comum e usem seu talento para buscar ideias realmente novas. No mínimo por uma questão de respeito ao consumidor.

 

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