O varejo farmacêutico de Santa Catarina movimentou R$ 12,03 bilhões no acumulado de 12 meses encerrado em maio de 2026, registrando crescimento de 69% em relação ao mesmo período de 2022.
O desempenho superou a média brasileira, que avançou 56,3% no intervalo, segundo levantamento da IQVIA, consolidando o Estado como um dos mercados mais dinâmicos do país para o setor farmacêutico.
Entre maio de 2022 e maio de 2026, o mercado catarinense ampliou seu faturamento de R$ 7,12 bilhões para R$ 12,03 bilhões. A expansão foi impulsionada pelo aumento da demanda por medicamentos, pela evolução dos serviços oferecidos pelas farmácias e pela crescente profissionalização do varejo. Ao mesmo tempo, a análise dos diferentes modelos de operação mostra que empresas com gestão mais estruturada conseguiram crescer acima da média estadual.
“O desempenho de Santa Catarina mostra um mercado bastante saudável e competitivo. É um Estado em que há espaço para crescimento, mas também uma exigência cada vez maior por eficiência operacional. Quem consegue administrar melhor a operação aproveita mais esse ciclo positivo”, afirma Stephenson Seleber, sócio-fundador e presidente da Alpha7 Software.
Expansão de 69%
Enquanto o mercado farmacêutico brasileiro cresceu 56,3% entre maio de 2022 e maio de 2026, Santa Catarina registrou expansão de 69%, desempenho superior ao nacional e também acima da média da Região Sul, que foi de 59,5%.
Dentro do Estado, os diferentes modelos de operação apresentaram resultados expressivos. As redes ligadas à ABRAFARMA lideraram o crescimento, com alta de 121,9% no período. As associações e franquias avançaram 80,9%, enquanto as empresas vinculadas à FEBRAFAR registraram crescimento de 70,9%, todos acima da média estadual.
As farmácias independentes também apresentaram desempenho positivo, crescendo 34,3% no período analisado, demonstrando que o mercado catarinense continua oferecendo oportunidades para empresas de diferentes perfis.
“Os números mostram que Santa Catarina vive um momento muito favorável. Mesmo as farmácias independentes cresceram de forma consistente. A diferença é que as empresas que investem em gestão integrada conseguem transformar esse crescimento em resultados ainda mais expressivos”, avalia Seleber.
Gestão eficiente
Especialistas apontam que a competitividade do varejo farmacêutico deixou de depender apenas de localização ou volume de vendas. Cada vez mais, fatores como controle financeiro, gestão de estoques, planejamento de compras e análise de indicadores vêm determinando a capacidade de expansão das empresas.
Segundo Seleber, o desafio atual das farmácias não está apenas em vender mais, mas em operar de maneira mais inteligente. “O empresário precisa acompanhar sua operação praticamente em tempo real. Ter informações integradas permite reduzir perdas, melhorar margens, controlar estoques e identificar oportunidades de crescimento antes que elas passem despercebidas”, explica.
Empresas de todos os portes
A transformação digital também tem contribuído para reduzir diferenças entre pequenas, médias e grandes empresas. Sistemas de gestão mais completos passaram a integrar processos que antes eram realizados separadamente, oferecendo maior segurança operacional e melhor qualidade das informações para a tomada de decisão.
Na avaliação de Seleber, essa evolução permite que farmácias de qualquer porte elevem seu nível de gestão. “Hoje, uma farmácia independente pode contar com ferramentas que oferecem o mesmo nível de controle operacional disponível para grandes redes. A tecnologia democratizou o acesso à informação e tornou a gestão mais eficiente para empresas de todos os tamanhos”, afirma.
Expansão do mercado catarinense
Outro destaque do levantamento é o desempenho das empresas ligadas à FEBRAFAR, que cresceram 70,9% entre maio de 2022 e maio de 2026, resultado superior ao crescimento do mercado nacional e praticamente alinhado ao ritmo de expansão do próprio Estado.
Segundo especialistas, o desempenho reforça a importância do associativismo como modelo capaz de fortalecer farmácias independentes por meio do compartilhamento de conhecimento, inteligência de mercado, poder de negociação e profissionalização da gestão.
“O mercado catarinense mostra que crescimento e competitividade caminham juntos quando a gestão acompanha a evolução do negócio. O empresário que investe em organização, indicadores e tecnologia amplia sua capacidade de aproveitar um mercado que continua em expansão”, conclui Stephenson Seleber.

Foto: Unsplash
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