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Netflix aposta em vídeos curtos para disputar audiência com o YouTube
09 de Julho de 2026

Netflix aposta em vídeos curtos para disputar audiência com o YouTube

Netflix amplia catálogo com conteúdos de até 20 minutos produzidos por grandes editoras e busca aumentar o tempo de permanência dos usuários.

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A Netflix está reforçando sua estratégia para competir com o YouTube ao investir em vídeos curtos e de consumo rápido. A plataforma anunciou acordos com grandes grupos de mídia para ampliar sua oferta de conteúdos de curta duração, em uma tentativa de aumentar o tempo de visualização dos assinantes.

A partir de agosto de 2027, usuários da Netflix nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia terão acesso a vídeos exclusivos com duração entre três e 20 minutos.

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O conteúdo será produzido por editoras como BuzzFeed Studios, Condé Nast, Hearst Magazines, Penske Media e People Inc., reunindo marcas conhecidas como Bon Appétit, Cosmopolitan, The Hollywood Reporter, Variety e Vogue.

Os vídeos abordarão temas ligados a gastronomia, viagens, moda e cultura pop, ampliando o catálogo da plataforma para além de séries e filmes.

A iniciativa faz parte de uma estratégia que a Netflix vem desenvolvendo nos últimos anos, com investimentos em podcasts em vídeo e conteúdos curtos em formato vertical.

O objetivo é disputar espaço com o YouTube, que vem ampliando sua presença nas televisões conectadas. Nos Estados Unidos, a plataforma do Google respondeu por 13,4% da audiência na TV em abril, enquanto a Netflix registrou participação de 7,8%.

Analistas avaliam que a estratégia segue um modelo já consolidado pelo YouTube, baseado em conteúdos de baixo custo e alto potencial de engajamento.

Para Brandon Katz, diretor de insights da Greenlight Analytics, a iniciativa busca transformar a Netflix em uma plataforma de entretenimento mais ampla, reduzindo a dependência de produções originais de alto orçamento e atraindo o público com conteúdos ligados às tendências da cultura popular.

Netflix aposta em novo formato para ampliar engajamento dos assinantes

A estratégia da Netflix acompanha um movimento observado em outras plataformas de streaming, que passaram a investir em vídeos curtos para aumentar o engajamento dos usuários ao longo do dia, seguindo um modelo popularizado por redes como o TikTok.

Segundo John Derderian, vice-presidente de Séries de Animação e Programação Infantil e Familiar da Netflix, as novas parcerias ampliam as possibilidades de consumo dentro da plataforma. “Essas colaborações fortalecem nossa comunidade e criam novas formas para que os assinantes acompanhem histórias em diferentes momentos do dia”, afirmou o executivo, de acordo com informações do Marketing Directo.

Embora a iniciativa ganhe força agora, a Netflix já havia testado o formato anteriormente. Em 2021, a empresa lançou o recurso Fast Laughs, que reunia clipes verticais de produções de comédia.

A funcionalidade foi descontinuada alguns anos depois, mas os vídeos curtos voltaram ao catálogo em 2026. A plataforma também disponibiliza conteúdos com menos de quatro minutos, como os perfis da série WWE Legends Profiles.

De acordo com fontes ligadas à companhia, a Netflix também flexibilizou sua política de licenciamento para atrair editoras e ampliar a diversidade de conteúdo disponível. A medida faz parte da estratégia para fortalecer sua posição na disputa por audiência com o YouTube.

A empresa também revisou sua abordagem em relação aos podcasts em vídeo. Quando iniciou os investimentos nesse segmento, em 2025, a plataforma buscava contratos de exclusividade que exigiam a retirada dos programas do YouTube.

A estratégia, no entanto, enfrentou resistência de criadores preocupados em perder a audiência construída ao longo dos anos na plataforma do Google.

Desde então, a Netflix passou a negociar acordos sem exigir exclusividade, permitindo que os podcasts permaneçam também no YouTube.

Ainda assim, parte dos criadores demonstra receio de que a presença simultânea na Netflix reduza o público de seus canais e que os valores pagos em licenciamento não sejam suficientes para compensar uma eventual queda de audiência.

Foto: Pexels

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