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Geração Z está impulsionando retomada dos cinemas
06 de Maio de 2026

Geração Z está impulsionando retomada dos cinemas

Crescimento do público jovem reacende o interesse do mercado publicitário pelo cinema como canal estratégico de comunicação

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Mesmo sendo uma geração totalmente conectada e com acesso a inúmeras plataformas de streaming, a Geração Z tem frequentado os cinemas em grande escala. O movimento indica uma busca crescente por experiências presenciais, que instiguem o social e sejam cada vez mais acessíveis financeiramente.

Após anos de dificuldades, o setor cinematográfico começa a dar sinais de recuperação em 2026. Relatórios recentes apontam que este foi um dos melhores inícios de ano para as bilheterias nos últimos tempos. Entre os destaques está The Super Mario Galaxy Movie, que registrou a maior estreia do ano nos Estados Unidos, arrecadando US$ 191 milhões na América do Norte e US$ 373 milhões mundialmente.

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Grande parte dessa retomada é atribuída ao público jovem. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 87% das pessoas da Geração Z, nascidas entre 1997 e 2012, foram ao cinema pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, tornando-se o grupo que mais frequenta salas de exibição atualmente.

No Reino Unido, o programa do British Film Institute voltado para menores de 25 anos, com ingressos a £4, cresceu mais de 91% nos últimos 4anos, segundo dados divulgados pelo The Guardian.

Outro reflexo desse interesse está no crescimento do Letterboxd, aplicativo voltado a avaliações e comentários sobre filmes. A plataforma passou de 1,7 milhão de usuários em 2020 para 26 milhões em 2026, tendo como principal público pessoas entre 18 e 24 anos.

Para Benedict e Hannah Townsend, apresentadores do podcast Talk of the Townsends, os jovens estão em busca de um “terceiro espaço”, um ambiente social fora de casa e do trabalho.

A retomada do cinema

A indústria cinematográfica enfrentou uma sequência de desafios nos últimos anos. A pandemia, a greve dos roteiristas em Hollywood e o avanço das plataformas de streaming contribuíram para a queda global de público nas salas de cinema. Agora, porém, o setor começa a apresentar sinais de recuperação.

Para a Geração Z, parte desse movimento também está relacionada ao custo das atividades de lazer. Uma pesquisa citada pelo The Guardian revelou que 68% das pessoas entre 18 e 30 anos estão saindo menos devido aos altos custos de bebidas e entradas em casas noturnas. Comparado a isso, assistir a um filme no cinema se torna uma opção mais acessível.

O aumento do custo de vida também impacta os hábitos nos Estados Unidos. Em cidades como Nova York, cresce a prática de consumir bebidas em casa antes de sair, como forma de economizar. Para muitos jovens, no entanto, o cinema representa mais do que um programa barato. As salas oferecem a oportunidade de se desconectar das telas e aproveitar um ambiente sem distrações ao lado de amigos. O mesmo comportamento ajuda a explicar a retomada dos shopping centers, antes vistos como vítimas do avanço da internet, mas que voltam a atrair jovens interessados em experiências presenciais e conexões no mundo real.

O cinema para as marcas

Para o mercado publicitário, o crescimento do cinema representa uma oportunidade de reinvestimento em um canal tradicional de mídia.

Apesar do alto custo de inserção, os resultados podem ser expressivos. Segundo pesquisas, anúncios exibidos no cinema são quatro vezes mais eficazes do que campanhas no YouTube e 15 vezes mais eficientes do que anúncios no Facebook quando o objetivo é influenciar a preferência do consumidor por marcas.

Além disso, o ambiente cinematográfico é considerado mais resistente à perda de atenção, já que reduz distrações e permite maior absorção das mensagens pelo público.

“Com o desaparecimento gradual dos chamados terceiros espaços e o desinteresse geral da Geração Z pelo álcool, o cinema se torna o lugar perfeito para ir. Além disso, é uma rica fonte de cultura, relevância e conversa, elementos que depois retornam para as redes sociais”, afirmaram Benedict e Hannah Townsend ao The Guardian.

Foto: Pexels

Fonte: WARC

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