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Heineken questiona algoritmos e apresenta pesquisa sobre comportamento do consumidor
28 de Abril de 2026

Heineken questiona algoritmos e apresenta pesquisa sobre comportamento do consumidor

Levantamento mostra desejo de reduzir dependência digital e ampliar experiências presenciais

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Após colocar o tema da preferência popular em pauta com a campanha “Algoritmo”, a Heineken coloca em xeque o impacto das recomendações automáticas no cotidiano e apresenta, em parceria com a Box1824, um estudo inédito chamado “Reset da Mesmice” onde se investiga como essa lógica vem moldando comportamentos e quais sinais começam a apontar para um esgotamento da relação humano – algoritmo

Crise da autonomia

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Os dados revelam uma perda progressiva de autonomia nas escolhas. Hoje, 42,9% dos brasileiros dizem já não conseguir distinguir o que é seu gosto próprio do que foi sugerido por algoritmos, enquanto 48,9% afirmam que querem depender menos dessas recomendações no futuro. Mais do que um incômodo pontual, o que emerge é um desgaste da lógica que transformou conveniência em padrão

  • 25,7% dizem que o maior custo dos algoritmos é o cansaço mental
  • 38,7% gostariam de recuperar um gosto mais singular, não compartilhado por todos. 

Conveniência VS Experiência 

Na prática, isso cria uma dinâmica paradoxal. De um lado, os algoritmos seguem sendo porta de entrada para o consumo, 60,9% das pessoas descobrem novas músicas por esse caminho, e, de outro lado, cresce a percepção de que essa mediação limita a experiência. Para 46,5%, o que acontece em shows e experiências ao vivo entrega algo que a tecnologia não consegue reproduzir, o que indica um deslocamento de valor da previsibilidade para a vivência.

  • 35,4% dizem que a melhor noite especial foi algo inesperado
  • 28,4% apontam a surpresa como principal recompensa fora da lógica algorítmica

Relações filtrada

Esse impacto também se estende à forma como as pessoas se relacionam. A pesquisa mostra que 27,6% dos entrevistados já perderam a paciência para conversas que não abordam seus interesses imediatos, enquanto 30% relatam ansiedade diante do imprevisível nas interações. Em um ambiente cada vez mais filtrado, o diferente passa a exigir mais esforço e a espontaneidade deixa de ser natural.

“Durante muito tempo, as marcas foram guiadas pela ideia de previsibilidade e precisão. O que a gente começa a ver agora é uma abertura para o oposto: experiências que não estão totalmente resolvidas de antemão, que permitem descoberta, erro e interpretação. Isso muda a forma como as marcas se relacionam com as pessoas”, afirma Igor de Castro Oliveira, diretor de marketing do Grupo HEINEKEN no Brasil

  • 52,6% dizem que a bateria social é mais nutrida por momentos com outras pessoas
  • 36,1% usam o digital como triagem, mas validam conexões no presencial. 

Encontros físicos

Como resposta a esse cenário, o real/físico ganha um novo peso. Para 46,9% dos entrevistados, é nesse espaço que acontecem as conexões mais profundas, enquanto 46,1% afirmam que as melhores experiências são aquelas em que conseguem se desconectar das telas. Não por acaso, 73,9% dizem preferir conhecer pessoas e se relacionar ao vivo, em vez de apenas no ambiente digital.

  • 33,1% escolhem bares e festas por indicação de amigos, não por redes sociais
  • 35,4% dizem que a melhor noite foi especial por algo totalmente inesperado e não planejado.

Cansado do algoritmo

Esse movimento também reflete um cansaço crescente em relação à lógica algorítmica: 48,9% dos inquiridos querem reduzir essa dependência. Nesse contexto, experiências menos filtradas, mais espontâneas e abertas ao acaso passam a ganhar relevância.

  • 23,4% apontam a perda do fator surpresa como um dos maiores custos da lógica de recomendação
  • 63,8% veem atividades como corrida como forma de autonomia real.

Eficiência e descoberta

Na leitura de Francisco Formagio, estrategista criativo e pesquisador de comportamento da Box1824, o fenômeno revela uma tensão crescente entre conveniência e repertório. “O algoritmo trouxe eficiência, mas também reduziu o espaço para o novo. Quando tudo é filtrado, o processo de curadoria de repertório perde potência, encolhendo a percepção de independência, e faz com que o indivíduo passe a operar dentro de um recorte cada vez mais previsível. O que vemos agora é um movimento de retomada dessa autonomia, com as pessoas buscando expandir novamente esse campo de possibilidades”, afirma.

Com a campanha “Algoritmo” e o lançamento do estudo, a Heineken reforça seu papel como marca atenta às transformações culturais e às mudanças na forma como as pessoas vivem, se conectam e fazem escolhas, propondo uma reflexão sobre o equilíbrio entre conveniência e descoberta.

Confira abaixo:

 

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