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Reino Unido impõe restrição inédita à publicidade de alimentos não saudáveis
06 de Janeiro de 2026

Reino Unido impõe restrição inédita à publicidade de alimentos não saudáveis

Medida do Reino Unido entra em vigor em janeiro de 2026 e busca reduzir a obesidade infantil e os impactos do consumo excessivo de açúcar, sal e gordura

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O Reino Unido passou a adotar, em 5 de janeiro de 2026, uma das mais rigorosas políticas de controle da publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis do mundo.

A nova regulamentação proíbe a veiculação desses anúncios na televisão entre 5h30 e 21h, além de restringir totalmente sua divulgação em plataformas digitais, independentemente do horário.

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A iniciativa tem como foco produtos com alto teor de açúcar, sal e gordura saturada e faz parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar a obesidade infantil e fortalecer a saúde pública.

Estudos que embasam a decisão indicam que a publicidade exerce forte influência sobre os hábitos alimentares das crianças, afetando suas preferências e comportamentos desde a infância.

Em outubro de 2025, a Federação de Alimentos e Bebidas (FDF) já havia se comprometido voluntariamente a cumprir as novas regras. No entanto, a proibição não impede totalmente a comunicação das marcas: empresas de fast-food, por exemplo, ainda poderão anunciar, desde que não exibam visualmente produtos considerados não saudáveis.

De acordo com o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido, a expectativa é que a medida retire até 7,2 bilhões de calorias por ano da dieta infantil. A projeção também aponta para uma redução de cerca de 20 mil casos de obesidade entre crianças e a geração de aproximadamente 2 bilhões de libras em benefícios para o sistema de saúde ao longo do tempo.

Dados alarmantes impulsionam veto à publicidade de alimentos não saudáveis no Reino Unido

A proibição da publicidade de alimentos considerados não saudáveis no Reino Unido é sustentada por indicadores preocupantes de saúde infantil.

Dados oficiais mostram que, no início do ensino fundamental, 22,1% das crianças na Inglaterra já estão acima do peso ou obesas. Esse percentual cresce significativamente ao longo da vida escolar e chega a 35,8% ao final do ensino fundamental.

Outro fator determinante para a adoção da medida é o impacto do consumo excessivo de açúcar na saúde bucal.

No país, a cárie dentária figura como a principal causa de hospitalização entre crianças pequenas, especialmente na faixa etária de 5 a 9 anos, evidenciando a gravidade do problema e seus reflexos no sistema de saúde.

Ao comentar a nova regulamentação, o ministro da Saúde do Reino Unido, Ashley Dalton, destacou que a restrição à publicidade de alimentos não saudáveis, incluindo a proibição de anúncios pagos no ambiente digital, é uma estratégia para reduzir a exposição excessiva das crianças a produtos prejudiciais. Segundo ele, a iniciativa visa tornar as escolhas saudáveis mais acessíveis e naturais para pais e filhos.

O governo britânico aposta em um efeito semelhante ao observado com políticas anteriores, como o imposto sobre bebidas açucaradas, que levou a indústria a reformular produtos e reduzir o teor de açúcar.

Com a nova proibição no Reino Unido, a expectativa é estimular novamente o setor alimentício a investir no desenvolvimento e na promoção de alternativas mais saudáveis, ampliando os benefícios para a saúde pública a longo prazo.

Foto: Pexels

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