Na foto: Héctor Vivas, fotojornalista da Getty Images e Claudio Destéfano – Imagem: iStock
Em tempos em que a inteligência artificial promete imagens perfeitas, o fotojornalista mexicano Héctor Vivas da Getty Images lembrou, no festival El Ojo de Iberoamérica, que a emoção continua sendo a melhor lente.
No palco principal do evento, ele conversou com o jornalista Claudio Destéfano sobre como o olhar editorial pode inspirar as marcas a se reconectarem com a autenticidade e a empatia, no painel “Competindo por relevância cultural: o que a publicidade pode aprender com o fotojornalismo?”
Com a experiência de ter retratado desde os Jogos Olímpicos até movimentos sociais, Vivas explicou que tanto o esporte quanto as ruas são cenários de emoção coletiva. “O foco está na história humana por trás da ação; não se trata apenas do que acontece, mas do que isso significa para as pessoas”, destaca.
Durante a conversa, ele mostrou parte de seu trabalho mais recente, incluindo o projeto “Imagens em camadas”, no qual desafia as narrativas visuais tradicionais, projeto que ele reinterpretou na cobertura do clássico francês entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marselha. Também destacou o trabalho de colegas da Getty Images, como Clive Brunskill, que retratou Carlos Alcaraz em colaboração com a marca Evian, mostrando como a experiência por trás da lente pode ressignificar o vínculo entre as marcas e a cultura popular.
Vivas declarou que, enquanto a publicidade busca controlar a cena, o fotojornalismo tenta compreendê-la. “Uma boa imagem não precisa de perfeição, precisa de verdade”, afirmou.
Diante do avanço da IA, o fotojornalista encerrou com uma reflexão para o público. “Fotografar é um ato de empatia. Se uma marca conseguir olhar para seu público com essa mesma empatia, já venceu”, finalizou.
Em tempos em que sobram filtros, a verdade continua sendo a melhor estratégia criativa.
Imagem: iStock


