Publicidade
Governo francês determina exclusão da Shein após polêmica envolvendo bonecas sexuais
06 de Novembro de 2025

Governo francês determina exclusão da Shein após polêmica envolvendo bonecas sexuais

Autoridades francesas anunciaram o início do procedimento para suspender, de forma temporária, o funcionamento da plataforma de e-commerce Shein em território nacional.

Publicidade

O escândalo envolvendo a venda de bonecas sexuais com aparência infantil pela Shein continua a gerar repercussões. O governo francês, onde o caso veio à tona, iniciou um processo para suspender temporariamente as operações online da varejista chinesa no país.

A decisão foi tomada após a plataforma ter sido denunciada por comercializar bonecas de aparência infantil, algumas medindo cerca de 80 centímetros e acompanhadas de acessórios como ursinhos de pelúcia. Os produtos, vendidos por cerca de 190 euros, foram retirados do catálogo após a polêmica ganhar repercussão internacional.

Publicidade

Segundo comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (6), o gabinete do ministro da Economia e Finanças, Roland Lescure, informou que a medida foi determinada “por instruções do primeiro-ministro Sébastien Lecornu”. O objetivo, segundo o governo, é garantir que a plataforma demonstre conformidade com as leis e regulamentos franceses.

“O Governo está suspendendo temporariamente a Shein para que a empresa possa comprovar que todo o conteúdo oferecido em seu site está em conformidade com a legislação vigente”, diz a nota.

A suspensão, que deve ser efetivada em até 48 horas, afetará apenas as atividades digitais da empresa. A decisão ocorre no mesmo momento em que a Shein inaugura sua primeira loja física permanente no mundo, localizada dentro da loja de departamentos BHV, em Paris.

A abertura do espaço foi marcada por longas filas de clientes e protestos de manifestantes, que exibiam cartazes contra a marca em frente ao local.

A Shein enfrenta críticas crescentes por práticas consideradas antiéticas e, agora, por ter permitido a venda de produtos que, segundo autoridades e organizações de proteção à infância, promovem a sexualização infantil.

Escândalo das bonecas sexuais leva França a investigar Shein e provoca crise no varejo

A venda de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein levou a Unidade Antifraude da França a abrir uma investigação judicial contra a varejista chinesa.

O episódio gerou uma onda de protestos em várias cidades francesas e forçou a empresa a anunciar que deixaria de comercializar bonecas sexuais em seu site, embora tenha alegado que os produtos eram oferecidos por vendedores terceirizados.

Conhecida por seus preços extremamente baixos e por seu modelo de negócios de “fast fashion”, a Shein se consolidou como uma forte concorrente de grandes marcas do setor, como ASOS e H&M. No entanto, a polêmica recente reacendeu críticas sobre o impacto da empresa no comércio local e sobre suas práticas éticas e ambientais.

A crise coincidiu com a inauguração da primeira loja física permanente da Shein no mundo, localizada na tradicional loja de departamentos BHV, em Paris.

O espaço foi aberto por meio de uma parceria entre a varejista chinesa e a Société des Grands Magasins (SGM), controladora da BHV. Segundo a SGM, o objetivo da aliança era atrair um público mais jovem e revitalizar as vendas, que vinham em queda nos últimos anos.

A operação, no entanto, provocou forte reação da Galeries Lafayette, antiga controladora da BHV e ainda influente nas decisões estratégicas da rede. Incomodada com a associação à Shein, a Galeries Lafayette anunciou oficialmente o rompimento com a SGM na última terça-feira (5). Como consequência, as lojas outlet que utilizavam a marca Galeries Lafayette — e que abrigariam futuras unidades da Shein, terão de adotar o nome BHV, abandonando a identidade visual anterior.

Críticos acusam a Shein de desequilibrar o mercado varejista francês com sua política de preços baixos e produção em massa. Nos últimos meses, marcas tradicionais do país, como Jennyfer e Naf Naf, entraram em falência, o que analistas associam à crescente pressão do e-commerce asiático.

Entre fevereiro e julho deste ano, a Shein registrou uma média de 27,3 milhões de usuários apenas na França. Globalmente, em 2024, a empresa alcançou US$ 37 bilhões em receita e US$ 1,3 bilhão em lucro, consolidando-se como uma das maiores plataformas de moda do mundo, apesar das controvérsias que cercam sua atuação.

Foto: Unsplash

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter