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Radiodifusão doa mais de R$ 140 milhões para reconstruir o Rio Grande do Sul
27 de Outubro de 2025

Radiodifusão doa mais de R$ 140 milhões para reconstruir o Rio Grande do Sul

Relatório Social AGERT 2025 destaca a força da radiodifusão gaúcha

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A radiodifusão gaúcha transformou solidariedade em ação. Em 2024, ano marcado pela maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, as emissoras de rádio e televisão do Estado doaram o equivalente a R$ 140.988.981,59 em mídia, mobilizando campanhas de utilidade pública, arrecadação e informação durante e após as enchentes.

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O número faz parte do Relatório Social AGERT 2025 – Ano-base 2024, que chega à sua nova edição com o tema “Quando a governança encontra a resiliência, a radiodifusão se fortalece.” Ao todo, 257 emissoras participaram do levantamento, reafirmando o papel social e estratégico do setor.

“A radiodifusão gaúcha provou mais uma vez que é parte da estrutura social do Estado. Quando tudo parou, o rádio e a TV permaneceram de pé informando, orientando e unindo. O que este relatório mostra é que a solidariedade também é uma forma de governança: ela nasce da responsabilidade de quem entende o poder de comunicar”, afirma Alessandro Bonamigo Heck, presidente da AGERT – Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão do RS.

“Há vinte anos o Relatório Social mostra que comunicar é também cuidar. A cada edição, o rádio e a TV reafirmam que informar é um ato de cidadania, e que a força da radiodifusão está em permanecer ao lado das pessoas, em todos os tempos. O Relatório Social não é apenas um registro do que foi feito, mas um convite ao que ainda podemos fazer. Ele mostra que a força da radiodifusão está em transformar desafios em oportunidades e solidariedade em legado”, comenta Myrna Proença, coordenadora geral do Relatório Social AGERT.

Governança e resiliência: o novo alicerce das emissoras

O relatório aponta que as empresas de comunicação precisam investir, ainda mais, em governança e sustentabilidade empresarial, adotando medidas consistentes que incluem práticas de gestão de riscos, criação de comitês internos de sustentabilidade, implantação de planos de emergência e continuidade operacional, entre outros.

Essas práticas, antes mais comuns em grandes corporações, devem agora fazer parte da rotina também das emissoras regionais, que têm papel estratégico na prevenção de crises e no fortalecimento das comunidades onde atuam.

Para ampliar essa reflexão, a edição 2025 reuniu nomes expoentes em sustentabilidade e governança no Brasil, que contribuíram com análises exclusivas sobre o papel da comunicação diante das novas exigências sociais, ambientais e econômicas.

Miriam Lüttgen, presidente da Sustentalli, primeira e única cooperativa nacional formada por especialistas em sustentabilidade e governança, reforça que investir em práticas ESG é um diferencial competitivo e social.

“Investir em sustentabilidade e governança não é algo distante, é uma decisão estratégica que gera valor real. Emissoras que estruturam processos ESG ganham credibilidade, reduzem riscos, acessam novos incentivos fiscais e financeiros e ainda fortalecem o vínculo com as comunidades onde atuam.”

Ricardo Amorim, economista, palestrante e comentarista de economia, destacou o papel da mídia como guardiã da democracia e do desenvolvimento. “Uma sociedade democrática precisa de mídia forte, com informações corretas, acessíveis e confiáveis. O rádio e a TV ajudam a formar cidadãos conscientes e isso também é governança.”

Ricardo Henriques, economista e superintendente executivo do Instituto Unibanco, lembrou que a verdadeira resiliência é uma construção coletiva. “Não se trata apenas de resistir, mas de aprender com a adversidade para reconstruir de forma mais justa e sustentável.”

Luiz Martha, diretor do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), reforçou que transparência e prestação de contas são fundamentos de sobrevivência empresarial. “Falhas na governança aumentam riscos e fragilizam a reputação. Transparência e responsabilidade não são modismos, são condições essenciais para a continuidade das organizações.”

Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), defendeu que a sustentabilidade deve estar no centro da estratégia empresarial. “É essencial unir empresas, governos e sociedade civil para criar respostas integradas que protejam vidas, empregos e economias.”

Gustavo Tanaka, escritor e empreendedor, encerrou com uma reflexão sobre o poder transformador das crises. “Resiliência tem a ver com prosperar. Toda crise é uma oportunidade de despertar, aprender e evoluir. O que o Rio Grande do Sul viveu é um chamado para reconectarmos com a nossa humanidade.”

A comunicação como eixo de reconstrução

O Relatório Social AGERT 2025 reforça que a comunicação é um ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável e para a governança pública e privada.

Ao unir informação, responsabilidade e solidariedade, rádios e televisões mostraram que a força do setor vai além da audiência: ela está em informar para reconstruir.

Mais do que um retrato das ações sociais do setor, o documento é um convite para que as emissoras adotem práticas de gestão, inovação e engajamento que aumentem sua resiliência frente às transformações climáticas, tecnológicas e sociais.

Lançamento: Relatório Social AGERT 2025 – Ano-base 2024

Tema: Quando a governança encontra a resiliência, a radiodifusão se fortalece

  • Mídia doada: R$ 140.988.981,59
  • Emissoras participantes: 257
  • Coordenação geral: Myrna Proença
  • Presidência AGERT: Alessandro Bonamigo Heck
  • Execução e produção: Camejo Comunicação, sob supervisão editorial de Myrna Proença

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