Empresários agora visitam empresas
18-10-07 ??? A missão empresarial liderada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) encerrou nesta quinta-feira (18) o período de visitação à Feira de Cantão, na China. No último dia da programação do grupo na Ásia, nesta sexta-feira (19), os empresários conhecerão empresas locais dos setores têxtil, metalmecânico, eletroeletrônico, de construção civil e de decoração.
A partir dos contatos realizados no evento, os empresários irão avançar nas negociações para realizar parcerias ao longo dos próximos meses. ?? o que pretende fazer o industria Lino Rohden, presidente da Rohden Portas e Painéis, que fabrica portas de madeira para exportação. A empresa, que tem sede em Pouso Redondo, iniciou tratativas para importar ferragens que não são produzidas no Brasil, para agregar valor ao seu produto. ???Em relação à Europa, que também produz este tipo de ferragem, a China nos dá melhores condições de competitividade???, explica.
Além da prospecção de negócios, a participação na maior feira da China também foi importante para a percepção de tendências de mercado. ???A feira nos mostrou que a China caminha a passos muito rápidos. Nós precisamos ter agilidade para acompanhar essa competição???, diz o vice-presidente regional da FIESC, Astor Kist. ???Quem sai do Brasil e vem a uma feira como essa volta com outro pique, com outra disposição, pois vê que ou a gente anda, ou perde o trem???, completa.
A programação da quinta-feira terminou com o Seminário Oportunidades de Negócio entre o Brasil e a China. O vice-presidente regional da FIESC Arnaldo Huebl apresentou o diversificado parque industrial do Estado e mostrou que há espaço para a ampliação dos negócios entre a China e o Brasil.
O intercâmbio comercial catarinense e brasileiro com o país asiático cresceu muito nos últimos anos. Embora as exportações estaduais tenham saltado de US$ 18,2 milhões em 2001 para US$ 92,2 milhões em 2006, as compras subiram muito mais, passando de US$ 20 milhões para US$ 459,8 milhões no mesmo período.
O diretor do China Trade Center, Mário Wang, avalia que há duas questões centrais para explicar o descompasso. Uma é a valorização do real e outra é o avanço da demanda decorrente da expansão da economia brasileira. ???A China tem capacidade de produção para atender a essa demanda. Além disso, as mercadorias chinesas estão melhorando???. Para o consultor, um dos setores com maior potencial de parcerias entre Brasil e China é o de transporte e logística, em segmentos como armazenagem, ferrovias e portos, onde a China tem grande know-how.
Fonte: Fiesc
