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O adeus às palavras-chave: Microsoft aposta em buscas movidas por IA
22 de Setembro de 2025

O adeus às palavras-chave: Microsoft aposta em buscas movidas por IA

A previsão é de que o futuro seja conversacional

O marketing digital pode estar diante de uma virada histórica. Para a Microsoft, o modelo baseado em palavras-chave, usado há décadas para mapear intenções de busca, está com os dias contados. A previsão é de que o futuro seja conversacional, personalizado e guiado por agentes de inteligência artificial.

Durante a conferência DMEXCO, Tor Thompson, diretor-geral da Microsoft Advertising, destacou dados da consultoria Gartner que mostram uma mudança acelerada de comportamento: 58% dos consumidores já abandonaram os buscadores tradicionais em favor de interfaces de IA generativa. A mesma pesquisa projeta que, em até cinco anos, a navegação e até os sites como conhecemos podem deixar de existir.

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Esse cenário está ligado ao conceito de Zero UI, no qual a interação com a tecnologia acontece de forma natural, por voz, gestos ou dispositivos no ambiente, sem depender de telas ou digitação.

Três pilares da nova busca

  • Conversacional: Usuários substituem palavras-chave por perguntas mais longas e complexas. Esse diálogo contínuo gera expectativas de respostas mais específicas e anúncios melhor alinhados.
  • Personalizado: A tecnologia deixa de oferecer respostas genéricas para entregar soluções ajustadas ao contexto de cada pessoa. Segundo Thompson, há 53% mais compras em até 30 minutos quando um copiloto de IA participa da conversa.
  • Agente: A tendência é o surgimento de agentes pessoais capazes de entender preferências e contextos individuais. Para prosperar, porém, precisarão garantir privacidade e confiança.

O que muda para as marcas?

  • A Microsoft recomenda quatro movimentos estratégicos para empresas que desejam se preparar:
  • Desenhar diálogos, não cliques, com presença multimodal.
  • Otimizar conteúdo para agentes de IA, e não apenas para usuários.
  • Construir ecossistemas de marca contínuos, em vez de campanhas pontuais.
  • Medir resultados por desfechos, não por visitas.

De acordo com Thompson, a busca tradicional está dando lugar a uma jornada em constante evolução: “As pessoas não procuram apenas informações, mas soluções. E a expectativa é que a tecnologia esteja pronta para entregá-las.”

Foto: Pexels

Fonte: WARC

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