As embalagens sustentáveis evoluíram muito desde a simples caixa de papelão marrom. Marcas que conseguem combinar materiais recicláveis com design atraente têm mais chances de conquistar consumidores, aponta a revista The Grocer.
Uma pesquisa da Vypr, encomendada pela The Grocer com 1.899 adultos do Reino Unido, revelou as preferências em relação a embalagens sustentáveis:
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68% dos consumidores consideram muito ou relativamente importante que a embalagem seja reciclável;
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22% acreditam que o uso de materiais sustentáveis é essencial;
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41% verificam as informações no verso da embalagem para avaliar a sustentabilidade;
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59% compram itens refiláveis;
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57% admitem que a aparência da embalagem influencia sua decisão.
A verdadeira importância das embalagens
Especialistas ouvidos pela The Grocer concordam que sustentabilidade já não precisa ser sinônimo de simplicidade. Agora que se tornou padrão, o diferencial está em impactar visualmente, ajudando marcas a se destacar em meio à concorrência.
Exemplos incluem a Who Gives a Crap, marca de papel higiênico que usa embalagens coloridas e chamativas, e a Bruichladdich, destilaria de uísque que desenvolveu uma garrafa inovadora sem embalagem secundária, feita com 60% de vidro reciclado e 32% mais leve que a anterior.
Essas inovações respondem a consumidores mais exigentes, que já não precisam de embalagens bege ou marrons para identificar um produto sustentável, enquanto cores e criatividade ampliam o apelo até para quem não tem a sustentabilidade como prioridade.
“A embalagem precisa despertar interesse imediato. Ela deve transmitir a essência do que você faz, diante de milhares de opções em um supermercado”, diz Chris Blythe, fundador da agência The Brand Nursery.
No entanto, qualquer redesign deve ser estratégico: embalagens fazem parte dos ativos de marca mais fortes, aqueles que geram reconhecimento, significado e memória.
O contexto: a lacuna entre discurso e prática
Vale lembrar a chamada say-do gap: o que consumidores dizem querer nem sempre corresponde ao que de fato escolhem. Muitos afirmam priorizar sustentabilidade, mas no momento da compra, preço, valor e percepção de qualidade costumam prevalecer.
Nos EUA, uma pesquisa recente mostrou que a importância atribuída a embalagens sustentáveis dobrou, chegando a 33%. Ainda assim, ficou bem abaixo de fatores como preço (70%) e qualidade percebida (72%).
A conclusão: embora relevante, a sustentabilidade ainda não é prioridade máxima na decisão de compra.

Foto: Freepik
Fonte: WARC
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