17-09-07 ??? As indústrias de Santa Catarina são responsáveis por 556.997 vagas dos 1.486.969 empregos formais registrados no Estado, representando 37,46% do total. No Brasil, o peso do setor industrial sobre o total dos trabalhadores com carteira assinada é bem menor, ficando em 22,92% do total de 33,24 milhões postos de trabalho. Os números são de 2005 (último dado disponível) e são um dos destaques da publicação Santa Catarina em Dados 2007. Lançada pela Federação nesta segunda-feira (17), ela reúne as mais importantes estatísticas econômicas e geográficas do Estado.
A indústria da transformação catarinense responde pela maior parte das vagas de emprego do setor industrial, com
490.042 pessoas. A indústria da construção civil emprega 49.907 trabalhadores registrados, a indústria extrativa 6.773 e as empresas de produção e distribuição de eletricidade, gás e água 10.275 empregados.
A publicação, patrocinada pela Brasil Telecom, traz também dados importantes sobre o comércio exterior do Estado. O SC em Dados 2007 mostra, por exemplo, que das 35 maiores empresas importadoras de Santa Catarina em 2006, 17 são trading companies, empresas comerciais especializadas somente na exportação e importação dos mais variados produtos. As compras catarinenses de outros países foram recordes no ano passado, chegando a US$ 3,47 bilhões, 58,51% a mais que em 2005. Do total importado por SC em 2006, US$ 901,4 milhões (26%) passaram pelas 17 tradings companies que estão entre os maiores importadores do Estado.
A atração das trading para o Estado nos últimos anos foi motivado principalmente pelos incentivos fiscais para a importação, criados pelo governo catarinense em 2004. Tanto é que, em 2003, apenas quatro empresas do setor figuravam entre as 35 maiores importadoras de SC e somaram US$ 17,8 milhões. Os incentivos fiscais também são importantes para o aumento das importações catarinenses, que registraram salto de 249,09% em três anos, de US$ 993,7 milhões em 2003 para os US$ 3,47 bilhões de 2006. No mesmo período, as compras externas brasileiras aumentaram 89,03% e chegaram a US$ 91,35 bilhões no ano passado.
Ao mesmo tempo, o número de empresas exportadoras em Santa Catarina diminuiu de 1.512 em 2005 para 1.462 no ano passado, apesar do crescimento de 6,93% no valor dos embarques, que totalizaram US$ 5,98 bilhões. Outro setor da economia com estatísticas disponíveis no SC em Dados 2007 é o de energia. Nessa área, é possível verificar, por exemplo, que o fornecimento de energia da Celesc para alguns dos principais pólos industriais do estado caiu no ano passado em relação a 2005. As quedas mais relevantes foram registradas em Joinville (-28%), Blumenau (-3,1%), Chapecó (-15,6%), Criciúma (-6,7%), Jaraguá do Sul (-14,3%) e Lages (-5,9%). Esse movimento reflete a maior procura dos consumidores livres, médias e grandes empresas, pela compra de energia elétrica de outros fornecedores.
Alguns números sobre a indústria chamam a atenção. O número total de empresas do setor secundário em SC aumentou de 53.908 em 2004 para 55.373 em 2005. A participação da indústria no PIB do Estado aumentou de 48,5% em 2002 para 49,1% em 2003 e 52,5% em 2004, último dado disponível.
Também cresceu a participação do setor de alimentos e bebidas sobre o Valor da Transformação Industrial (VTI) de Santa Catarina, de 24,67% em 2004 para 26,24% em 2005. Outros segmentos relevantes para a economia catarinense que aumentaram a participação no VTI de 2004 para 2005 foram o de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,98% para 8,08%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,9% para 5,86%). Ao mesmo tempo, perderam peso no VTI entre 2004 e 2005 as indústrias de máquinas e equipamentos (9,95% para 9,62%), produtos têxteis (7,43% para 7,19%), papel e celulose (7,03% para 5,01%) e produtos de madeira (6,48% para 4,98%).
Nota
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