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Pra Botar o Carro Andando
21 de Agosto de 2012

Pra Botar o Carro Andando

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1.     Um mecânico está desmontando o motor de uma moto, quando repara que um cirurgião cardiologista muito conhecido está vedo-o o mecânico trabalhar.

Para tirar um sarro dele, pergunta

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         “Doutor, posso lhe fazer uma pergunta?”

Surpreso,  o cirurgião, concorda.

        “ Doutor, olhe este motor.   Eu abro seu coração dele,, tiro as válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e,

         quando eu termino…

        O mecânico faz uma pausa, dá a  partida e…

       ”… ele volta a trabalhar como se fosse novo.”

Sentindo-se à beira de completar a gozação, o mecânico volta-se para o médico:

“ Como então,doutor,   eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando  nosso trabalho é praticamente o mesmo?”

    Mas o cigurgião não se faz de rogado. Dá um sorriso, inclina-se e fala bem baixinho para o mecânico:

   ‘Você já tentou fazer como eu faço, com o motor funcionando?

 

2.     O empresário da publicidade joinvillense estava muito nervoso quando me encontrou:

“Porra, vocês, professores universitários precisam ensinar essa garotada que faz Curso de Comunicação, a ler, a interpretar texto e a escrever.”

 Apanhado assim de surpresa, só consegui responder:

“Por que você está me dizendo isso?”       

 “Porque, ao invés de dirigir minha empresa, estou fazendo revisão. Diretor de criação é uma figura fictícia. Redator não existe mais. E quando diretor de arte se mete a fazer um texto, é uma tristeza. O layout me chega cheio de erros: de ortografia, de concordância, de tudo.”

 “Mas esse pessoal, por acaso, frequentou ou frequenta um Curso de Comunicação?  arrisquei.

 “Não sei, não perguntei pra eles, acho que não”

Lembrei-me de uma aventura que vivi junto com o Júlio Pimentel.

3. Recém chegado a Florianópolis,  Júlio trazia, além de um vastíssimo conhecimento e experiência invejável em publicidade e marketing,  o mérito de ter sido um dos fundadores do CEPA-CENTRO DE ESTUDOS DE PROPAGANDA APLICADA, em São Paulo.

O Cepa, onde estudou o editor deste portal, foi uma escola de muito sucesso na época. Que contribuiu para a formação de gente hoje muito importante no mercado paulista.

A vinda do Júlio, com toda essa bagagem, me entusiasmou: desde que cheguei a Floripa sentia a falta de uma escola, em nível técnico, que ajudasse a especializar o pessoal para o exercício da publicidade

Conversamos um sem número de vezes sobre o assunto.

4.     Um dia, durante almoço dos Comgurus no Mercure, Mazzuco, então vice-presidente do Sinapro, falou-me sobre o desejo da diretoria da entidade de  criar uma Escola de Propaganda em Santa Catarina.

Contei-lhe, então, que há anos Júlio e eu discutíamos o assunto.

Foi sopa no mel.

5.     Não demorou muito, nós três começamos a traçar o projeto da Escola.

Durante um ano Júlio e eu, sempre com a assessoria do Mazzuco, nos debruçamos no projeto. Aí, ele ficou pronto, inclusive com a aprovação da diretoria do Sinapro.

Então, aconteceu. Fomos chamados para uma reunião onde, mais uma vez detalhamos todo o projeto, inclusive com o fluxo financeiro. Achamos que ia sair, mas ouvimos o seguinte: “Nada feito. Essa Escola só sai se vocês trabalharem no risco”.

Em outras palavras: Júlio e eu deveríamos largar tudo o que estávamos fazendo e trabalhar diuturnamente para implantar o projeto, vivendo de brisa  para sermos subsidiados quando ele desse lucro.

No mínimo, um desrespeito ao nosso trabalho. Que foi enterrado ali.

6.  Uma pena. Tivesse a Escola  existido, os empresários da publicidade catarinense, o de Joinville inclusive, teriam mais talentos bem preparados à disposição. Em consequência mais tempo para botar o carro a serviço  do desenvolvimento da publicidade catarinense para andar mais depressa.

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