1. Um mecânico está desmontando o motor de uma moto, quando repara que um cirurgião cardiologista muito conhecido está vedo-o o mecânico trabalhar.
Para tirar um sarro dele, pergunta
“Doutor, posso lhe fazer uma pergunta?”
Surpreso, o cirurgião, concorda.
“ Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração dele,, tiro as válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e,
quando eu termino…
O mecânico faz uma pausa, dá a partida e…
”… ele volta a trabalhar como se fosse novo.”
Sentindo-se à beira de completar a gozação, o mecânico volta-se para o médico:
“ Como então,doutor, eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando nosso trabalho é praticamente o mesmo?”
Mas o cigurgião não se faz de rogado. Dá um sorriso, inclina-se e fala bem baixinho para o mecânico:
‘Você já tentou fazer como eu faço, com o motor funcionando?
2. O empresário da publicidade joinvillense estava muito nervoso quando me encontrou:
“Porra, vocês, professores universitários precisam ensinar essa garotada que faz Curso de Comunicação, a ler, a interpretar texto e a escrever.”
Apanhado assim de surpresa, só consegui responder:
“Por que você está me dizendo isso?”
“Porque, ao invés de dirigir minha empresa, estou fazendo revisão. Diretor de criação é uma figura fictícia. Redator não existe mais. E quando diretor de arte se mete a fazer um texto, é uma tristeza. O layout me chega cheio de erros: de ortografia, de concordância, de tudo.”
“Mas esse pessoal, por acaso, frequentou ou frequenta um Curso de Comunicação? arrisquei.
“Não sei, não perguntei pra eles, acho que não”
Lembrei-me de uma aventura que vivi junto com o Júlio Pimentel.
3. Recém chegado a Florianópolis, Júlio trazia, além de um vastíssimo conhecimento e experiência invejável em publicidade e marketing, o mérito de ter sido um dos fundadores do CEPA-CENTRO DE ESTUDOS DE PROPAGANDA APLICADA, em São Paulo.
O Cepa, onde estudou o editor deste portal, foi uma escola de muito sucesso na época. Que contribuiu para a formação de gente hoje muito importante no mercado paulista.
A vinda do Júlio, com toda essa bagagem, me entusiasmou: desde que cheguei a Floripa sentia a falta de uma escola, em nível técnico, que ajudasse a especializar o pessoal para o exercício da publicidade
Conversamos um sem número de vezes sobre o assunto.
4. Um dia, durante almoço dos Comgurus no Mercure, Mazzuco, então vice-presidente do Sinapro, falou-me sobre o desejo da diretoria da entidade de criar uma Escola de Propaganda em Santa Catarina.
Contei-lhe, então, que há anos Júlio e eu discutíamos o assunto.
Foi sopa no mel.
5. Não demorou muito, nós três começamos a traçar o projeto da Escola.
Durante um ano Júlio e eu, sempre com a assessoria do Mazzuco, nos debruçamos no projeto. Aí, ele ficou pronto, inclusive com a aprovação da diretoria do Sinapro.
Então, aconteceu. Fomos chamados para uma reunião onde, mais uma vez detalhamos todo o projeto, inclusive com o fluxo financeiro. Achamos que ia sair, mas ouvimos o seguinte: “Nada feito. Essa Escola só sai se vocês trabalharem no risco”.
Em outras palavras: Júlio e eu deveríamos largar tudo o que estávamos fazendo e trabalhar diuturnamente para implantar o projeto, vivendo de brisa para sermos subsidiados quando ele desse lucro.
No mínimo, um desrespeito ao nosso trabalho. Que foi enterrado ali.
6. Uma pena. Tivesse a Escola existido, os empresários da publicidade catarinense, o de Joinville inclusive, teriam mais talentos bem preparados à disposição. Em consequência mais tempo para botar o carro a serviço do desenvolvimento da publicidade catarinense para andar mais depressa.
