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O papel da ética nas novas tecnologias de comunicação
07 de Fevereiro de 2025

O papel da ética nas novas tecnologias de comunicação

Como garantir um ambiente digital seguro e confiável

O avanço das tecnologias de comunicação está cada vez mais integrado às redes sociais, tornando essencial a discussão sobre ética no uso dessas ferramentas.

O rápido desenvolvimento dessas plataformas levanta questões sobre responsabilidade, privacidade e a precisão das informações divulgadas.

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Responsabilidade e transparência
A ética no uso das novas tecnologias e redes sociais é fundamental para garantir um ambiente digital confiável. O crescimento de plataformas como Facebook, X, Instagram e TikTok reforça a necessidade de diretrizes e práticas que orientem usuários e empresas. Um dos desafios é a responsabilidade na divulgação de informações, especialmente diante do aumento de fake news e desinformação.

Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, 8 em cada 10 brasileiros acreditam em fake news, enquanto 62% confiam na própria capacidade de distinguir informações falsas das verdadeiras.

Mariana Munis de Farias, professora de Marketing da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas (UPM), destaca três aspectos fundamentais para profissionais da área antes de propagar uma informação: “Não agir pela emoção e ser o mais racional possível, olhar para a situação com distintos pontos de vista e checar a informação por meio de uma fonte confiável, como agências de monitoramento de fake news”.

Privacidade e segurança
A coleta e o uso de grandes volumes de dados pelas tecnologias modernas geram preocupações sobre armazenamento e privacidade. A proteção desses dados é essencial para manter a confiança dos usuários e atender regulamentações como o GDPR na União Europeia e a LGPD no Brasil.

Rodrigo Cardoso Silva, coordenador do Laboratório de Segurança Cibernética (CYBERSEC LAB) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ressalta que a era digital trouxe desafios em relação à privacidade, segurança e responsabilidade. “Algumas medidas práticas que podem ser adotadas pelas organizações é ter uma estratégia de segurança cibernética eficaz e comprometida com os resultados. E no caso das pessoas, é importante ter cuidados com golpes e saber proteger os seus dispositivos digitais e informações pessoais que são divulgadas na Internet”.

Impactos sociais e psicológicos
O uso excessivo das redes sociais tem sido associado a impactos na saúde mental. Estudos indicam que essa prática pode contribuir para ansiedade e depressão, reforçando a importância de hábitos digitais equilibrados.

Marcelo Santos, professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, explica: “Há uma possibilidade de desenvolver ansiedade, entre outros problemas, porque a pessoa fica o tempo todo preocupada com o que está acontecendo na internet. Existe até um termo para isso ‘o medo de ficar de fora’, então essas pessoas passam muito tempo tentando se informar na internet sobre a vida dos outros, até mesmo para saber se elas estão perdendo algo na própria vida. E isso acaba realmente sendo viciante”.

O Brasil lidera em tempo de conexão. Em 2022, o relatório “Digital in 2022: Brazil”, da Hootsuite e We Are Social, indicou que os brasileiros passaram, em média, mais de 10 horas diárias na internet, sendo 3 horas e 41 minutos dedicadas às redes sociais.

A pesquisa Vigitel 2021 apontou que 11,3% dos brasileiros relataram ter recebido diagnóstico médico de depressão. Para Marcelo, a conscientização sobre o uso das redes e a busca por ajuda são essenciais. “Essa ajuda pode iniciar com familiares e depois com profissionais da saúde, como psicólogos ou psiquiatras. A Psicologia Cognitiva Comportamental fala sobre a preocupação de olhar para esse contexto e mudar a linha de pensar sobre esse contexto, priorizar as relações sociais reais, estabelecer um tempo para estar conectado à Internet e diminuir o número de redes sociais”.

Foto:Unsplash

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