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ARTIGO | A onda “Ainda Estou Aqui”
27 de Janeiro de 2025

ARTIGO | A onda “Ainda Estou Aqui”

Nunca o mundo do cinema esteve tão em voga no Brasil

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Por Felipe Didoné*

O cinema brasileiro vive um momento histórico com o sucesso mundial do filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles.

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Após conquistar prêmios importantes, como o de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, em setembro do ano passado, o Globo de Ouro de Melhor Atriz para Fernanda Torres, no início deste ano, e agora três indicações ao Oscar 2025, incluindo a inédita categoria de Melhor Filme, o longa brasileiro tornou-se uma verdadeira febre nacional.

Nunca o mundo do cinema esteve tão em voga no Brasil. Até mesmo quem não costuma se interessar pelo tema acaba se envolvendo nessa onda. O filme é o assunto do momento, tanto nas rodas de amigos quanto nas redes sociais.

Polêmicas ideológicas à parte, o fato é que trata-se de uma produção belíssima, capaz de contribuir para uma nova fase do cinema nacional, independentemente de conquistar ou não as tão desejadas estatuetas.

O Brasil conta hoje com um mercado audiovisual vibrante, repleto de ótimos diretores, produtoras de qualidade e uma ampla rede de distribuição e exibição. Após um período difícil durante e após a pandemia, o cinema brasileiro parece estar renascendo. A repercussão mundial de Ainda Estou Aqui só fortalece esse momento especial.

Além disso, o mercado brasileiro está diversificado, com polos fortes de produção fora do eixo Rio-São Paulo. Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina, por exemplo, têm se destacado com produções de alta qualidade e vários longas sendo lançados. Enfim, é a sétima arte vivendo, talvez, seu melhor momento no Brasil.

No Festival de Berlim, um dos mais importantes da Europa, que acontece de 13 a 23 de fevereiro, o Brasil terá nada menos que nove filmes em exibição. Dentre eles, O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, concorre ao Urso de Ouro na mostra competitiva, enquanto outros oito nas mostras paralelas. É uma participação bastante abrangente, que evidencia a força do nosso cinema!

Quem sabe trazemos mais um Urso de Ouro este ano? O último foi conquistado em 2008 com Tropa de Elite, de José Padilha, e antes dele com Central do Brasil, do próprio Walter Salles.

Viva o Cinema Brasileiro!

*Felipe Didoné é Diretor do Paradigma Cine Arte

Foto: Freepik

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