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Coluna Ozinil Martins | Será a estupidez a doença do século?
13 de Novembro de 2024

Coluna Ozinil Martins | Será a estupidez a doença do século?

"Sei que Santa Catarina e seu desenvolvimento econômico e social incomodam aos incompetentes deste imenso país"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 13 de Novembro de 2024 | Atualizado 13 de Novembro de 2024

A razão direta do surgimento e da rápida expansão da doença do século está no aumento exagerado da população e da falência da Educação na maioria dos países. A estupidez é uma pandemia que se alastra com rapidez vertiginosa e não escolhe raça, nem cor, sexo, nem nível intelectual. Existem estúpidos de todas as matizes e, quase sempre, em grandes quantidades.

A proliferação da estupidez ocorre em todos os ambientes; estádios de futebol, universidades, transporte coletivo, instituições políticas, templos religiosos, nas artes, enfim, permeia a sociedade e contamina em velocidade impressionante.

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Um exemplo interessante está na tentativa de reescrever a história baseado em versões de grupos ideológicos que, criam narrativas que as desobrigam de defender seus argumentos e, provocam nos atingidos a necessidade de explicações que, quase sempre, são ironizadas pelos criadores destas narrativas. Assim sempre colocam os atingidos em posição de defesa enquanto vivem no mundo ficticiamente criado.

O Sul do país e, em especial Santa Catarina, vivem permanentemente uma situação de ataque sobre as pechas de racistas, nazistas, entre outras qualificações tão ou mais agressivas que estas. O mais recente foi a observação maldosa sobre o Portal de entrada de Joinville; comparar as pás dos moinhos com a suástica nazista é ir longe demais. Importante lembrar que o moinho do Portal com suas pás foi entregue à cidade em 1979 e, somente agora, foi notada sua orientação nazista. Brincadeira tem hora!

Sei que Santa Catarina e seu desenvolvimento econômico e social incomodam aos incompetentes deste imenso país, mas os fatos, quando veem a tona, desmancham os castelos de mentiras, criados por argumentos que a história se encarrega de desmentir.

Para encerrar esta despretensiosa coluna, vale lembrar que o Estado de Santa Catarina, que no último censo reconheceu-se com 4,02% de sua população como origem negra, elegeu sua primeira deputada estadual negra, Antonieta de Barros em 1935, sendo ela a primeira mulher negra a ser eleita no país. Enquanto isto a Bahia, que no último censo reconheceu-se com 22,4% de sua população como origem negra,  só elegeu sua primeira deputada estadual, negra, em 2018. Olívia Santana do PCdoB é seu nome. A história acontece e traz a verdade; as narrativas visam confundir e apresentar à sociedade aquilo que alguns pretendem transformar em verdade.

Santa Catarina e de forma geral o Sul são produtos de uma colonização que impediu as grandes propriedades, que acolheu imigrantes de várias etnias, que criou um empreendedorismo forte, que acreditou no trabalho como redenção da pobreza e que, no conservadorismo encontrou sua ideologia, pois acredita que a família é a célula base da sociedade e os valores aqui cultivados eternizam o respeito ao próximo.

Resgatando o saudoso colunista social Ibrahim Sued “enquanto os cães ladram a caravana passa!”

Foto:Unsplash

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