10-03-08
Presidente da entidade diz que são “Irresponsáveis, os comentários divulgados no documento da ABA e da AMPRO”
- O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Daniel Slaviero Pimentel, refutou “veementemente” declarações contidas em texto que critica e alerta sobre promoções enganosas na TV. Em entrevista exclusiva ao Adnews, ele contestou o material enviado nesta quinta-feira com assinatura da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e a Associação de Marketing Promocional (AMPRO). O texto se refere às promoções instantâneas que teriam o poder de induzir o espectador a concorrer por prêmios em dinheiro e mercadorias.
Pimentel classificou como “irresponsáveis” comentários divulgados no documento que pede à autoridades maior controle sobre a propaganda divulgada na TV no estilo tele-prêmio. ABA e AMPRO consideram tal material com cunho “danoso” e “ilegal”. “Vamos fazer uma resposta à altura. ?? estranho que as entidades não tenham nos procurado (Abert) para levantar esta questão ao mercado. Vamos refutar veementemente”. Sobretudo, Pimentel ressaltou que as ações televisivas são realizadas com “respeito à audiência” e disse que a entidade se pronunciará oficialmente na próxima semana. A resposta será enviada às mesmas autoridades que receberam o texto. (Confira matéria anterior).
O presidente repudiou também declarações que especulavam sobre uma possível distorção da imagem da TV em função de acontecimentos deste tipo. Ele confirmou que um levantamento está sendo realizado com operadoras e afiliados para elaborar um ofício em nome de reivindicação.
A favor
O presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, também recebeu o comunicado, mas se mostrou favorável ao contexto. “O ponto de discussão é relevante. O consumidor é muitas vezes induzido e em algumas situações enganado mesmo. Penso que as denúncias são concretas e objetivas, disse ao Adnews. Annenberg informou que divulgou o documento para as operadoras e pretende colher opiniões sobre o tema. Também prevê acionar áreas jurídicas para um parecer mais preciso sobre o caso.
A partir da acusação contra a prática via telefone, Annenberg analisou que programas em estilo “reality show” não devem ser incluídos na tática citada por ABA e AMPRO. “Nesse caso a abordagem é mais sutil”. Trata-se do mesmo instrumento de ligações telefônicas, mas o aspecto não é tão agressivo assim”, pondera.
Outras associações incluídas na lista de recebimento do texto foram procuradas, mas prefiriram não se manifestar.
Fonte: AdNews com texto de Marcelo Gripa
