Nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro, a empresa que criou o aplicativo de paquera chamado Tinder afirmou que deletará os perfis falsos criados pelo Ministério da Saúde a fim de fazer uma campanha de prevenção à AIDS. De acordo com Rosette Pambakian, executiva de Comunicação Corporativa do Tinder, em comunicado cedido ao portal G1 e publicado em seu perfil de Twitter pessoal, “Estamos apagando os perfis porque eles violam nossos termos de serviço. Vocês não estão autorizados a anunciar no Tinder.”
Em seu site, o portal G1 diz que procurou o Ministério da Saúde; este afirmou que “os termos de uso do aplicativo Tinder se resumem a proibição de uso comercial” e que “a campanha teve uso institucional com o objetivo de informar sobre a importância da prevenção e do sexo seguro. Portanto, não há uso comercial e comprometimento das políticas de uso”.
Na entrevista coletiva fornecida dia 09 de fevereiro, com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, o Ministério anunciou a criação de cinco perfis falsos nos apps Tinder e Hornet como parte de uma campanha para ajudar na prevenção à Aids neste Carnaval. A estratégia seria alertar a população sobre a importância do sexo seguro.
A ideia seria que os perfis falsos se identificassem como pessoas em busca de sexo sem camisinha, e durante conversas com usuários de verdade dos aplicativos, no entanto, divulgariam mensagens sobre a importância da prevenção à Aids e do uso de preservativo.
De acordo com o Ministério da Saúde, 46% da população sexualmente ativa na região Sudeste do país não fez uso do preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais no último ano. “O que mais preocupa são os jovens de 15 a 24 anos que assumiram uma prática sexual desprotegida apesar de saber quais são os riscos. 94% sabem que para prevenir a Aids é preciso usar camisinha, mas 46% admitem fazer sexo sem preservativo com parceiro casual”, afirmou o ministro Arthur Chioro.
Imagens: G1


