07/02/08
Empresário acha que apelo sexual está exagerado
A luta do ministro da saúde José Gomes Temporão em favor de mais restrições à publicidade de cervejas ganhou no mês passado um reforço de peso. O empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, cuja família controla a TV Vanguarda, retransmissora da Rede Globo no Vale do Paraíba, em São Paulo, argumenta que “o volume de propaganda com apelo sexual para o consumo de cerveja está exagerado”.
Boni escreveu sobre o tema em seu blog, no Bloglog, dizendo que “a cerveja aparece na televisão como a poção mágica que nos põe nos braços as melhores mulheres do mundo, deixando-nos lindos, fortes, alegres e charmosos”. Entretanto, segundo ele, o que mais preocupa, é que “a freqüência dos anúncios das diversas marcas é um massacre” e “quase sempre a mídia está concentrada em horários de audiência para adolescentes”. Boni reconhece que banir as marcas de cervejas da TV não é a melhor solução, mas defende, pelo menos, a mudança da faixa de horário permitida para veiculação de publicidade.
Fonte: MMonline
Leia o texto do Boni:
N??O ?? S?? O FUMO… A CERVEJA TAMB??M
“Quem não gosta de uma cervejinha? Eu adoro. Mas o volume de propaganda com apelo sexual para o consumo de cerveja está exagerado. A cerveja aparece na televisão como a poção mágica que nos põe nos braços as melhores mulheres do mundo, deixando-nos lindos, fortes, alegres e charmosos. Eu nunca encontrei uma dessas apetitosas gatas dentro de uma latinha de cerveja. O que mais preocupa, no entanto, é que a freqüência dos anúncios das diversas marcas é um massacre. E quase sempre a mídia está concentrada em horários de audiência para adolescentes. E quantos jovens saindo de festinhas não se imaginam super-homens e perdem suas vidas dirigindo embriagados? Uma boa medida do governo foi a proibição de bebidas nos bares de estradas. O que fazer nos grandes centros? Como lidar com a propaganda? Sei que há um horário limite para anúncios de cerveja na televisão. Também não imagino que banir os anúncios da TV seja a solução para evitar a entrada de jovens no vicio. Se a tarefa não puder ser realizada pela família, a coisa fica difícil. Claro, que há jovens de todas as classes envolvidos com alcoolismo e coisas mais pesadas. Mas estou certo que duas medidas aliviariam o problema. Subir a faixa de horário para essa veiculação, seria prudente. E o CONAR, de tantas e tão sábias decisões, deveria criar algumas regras para esse tipo de produto, se é que não existem, controlando mais o apelo fácil e perigoso ao consumo desenfreado. Não seria possível obrigar as fábricas de cerveja a fazer campanhas mais extensas do que simplesmente ficar no “beba com moderação” ou “se beber não dirija”?. Há algumas empresas que fazem essas campanhas e até de modo brilhante. Mas deveria ser uma coisa obrigatória na proporção de um alerta para cada comercial. O assunto é complicado. Levanto-o para efeito de discussão. Escrevam.”
