por Hermes Ghidini *
Que é preciso fazer Planos, todo mundo sabe.
Mas que Planos? Ousados, moderados, agressivos, cautelosos?
A grande maioria das Empresas Brasileiras de primeira linha já está com seu Plano 2023 estruturado e vivendo os primeiros dias de janeiro/fevereiro com binóculos no horizonte para ver se já há sinais de comportamento do mercado.
As Empresas Multinacionais em dezembro de 2022 já enviaram ao Board os seus números para 2023 e talvez ainda não tenham recebido aprovação porque o Board também não consegue enxergar um período mínimo (2 trimestres) à frente.
Até porque a demanda global segue em baixa e os riscos de um período mais apertado está circulando em todos os países, seja no G20, G30 ou G100…
No entanto, olhando aqui para o nosso país, a maior expectativa está no desempenho inicial do novo Governo e seus 37 Ministérios.
Imaginem só, 37 Ministérios. A grande maioria dos países “sérios “ do mundo tem 12 ou 15 Ministérios.
Tirando as primeiras trapalhadas de um ou outro Ministro, será preciso aguardar as primeiras ações que visem estimular o mercado para aumento da produção (Indústria), aumento as atividades intermediárias (Serviços) e aumento do consumo (Comércio).
Será preciso atender toda a cadeia para que o PIB volte a crescer acima dos 3% ao ano e estimule os Investimentos na Infraestrutura, no parque fabril e nas novas tecnologias.
Se fosse elencar as prioridades para os novos mandatários eu colocaria 10 pontos:
1. Gerar empregos
2. Estimular o consumo
3. Manter as Empresas vivas e estimuladas a investir
4. Redução da Selic e das abusivas taxas bancárias
5. Priorizar a Educação com ações objetivas e não permitir crianças sem escola
6. Fazer a tão falada reforma tributária
7. Aumentar os tetos das Micros e Pequenas Empresas para reduzir o mercado informal
8. Corrigir a tabela do IR
9. Taxar todos os tipos de jogos que hoje inundam o mercado
10. Taxar as milhares de Igrejas que hoje não pagam nada
Voltando aos Planos para 2023, o objetivo maior será aplicar as estratégias e ações que deram certo em 22 e criar outras novas que possam trazer aumento de vendas e do lucro. Até porque só reduzir despesas será insuficiente, e a grande maioria das empresas já reduziu o que tinha que reduzir.
Uma última sugestão: Para empresas que ainda não estruturaram um Conselho Consultivo ou Conselho de Administração, a hora é agora.
Façam um projeto piloto e experimentem por 6 meses a vivência de um Conselho. Garanto que faz muito bem pra saúde de qualquer empresa, de qualquer tamanho.
- Hermes Ghidini – Consultor de Empresas
HL Ghidini Consultoria e Conselho de Gestão
www.hlghidini;com;br
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