A economia de 2022 foi avaliada pela Facisc com olhos otimistas. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu no segundo trimestre de 2022 e em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo Sérgio Rodrigues Alves, presidente da Facisc, “O Brasil cresceu mais que os países do grupo das sete maiores economias do mundo (G7) e cresceu mais que a China no primeiro semestre de 2022. Ainda que o cenário político devido às eleições tenha sido conturbado, a economia deu sinais da retomada pós pandemia”.
Outro dado destacado pela Facisc é a queda do gasto público de 26% para 18,7% do PIB e que a taxa de desemprego caiu de 14,9% para 8,9%, com a criação de mais de 17 milhões de novos empregos nos últimos dois anos.
Resumindo 2022, o Brasil está em pleno emprego, aumento dos investimentos privados, produtividade e PIB crescendo, inflação menor do que Estados Unidos, contas públicas no azul e pobreza em queda. “Superamos uma pandemia, uma crise hídrica e ainda vivemos uma guerra Rússia e Ucrânia”, ressalta Sérgio.
Previsões para 2023
O ano de 2023 é visto pela Federação como desafiador. O cenário se desenha com uma grande preocupação com a dívida pública que pode saltar dos 77% do PIB para até 90%. “Isto é preocupante porque o Governo vai ter que criar linhas de crédito para fazer a economia girar e não estagnar conforme as previsões”, destaca Alves. Por outro lado Alves não acredita em aumento de impostos, mas no aumento do gasto público como se desenha a PEC do Fura Teto e os aumentos com o Bolsa Família. “A PEC vai dar margem para gastos à vontade”, destaca com preocupação.
“Nosso histórico de Governo PT não traduz aquilo que precisamos: uma economia aberta e menos dependente da política. Temos grandes riscos de não conseguirmos avançar nas inúmeras conquistas que já tivemos em relação a reformas, concessões e privatizações”, afirma. “Não podemos correr o risco de perdermos nossas conquistas por falta de segurança jurídica e constitucional. Esperamos não passar por momentos de incertezas econômicas e políticas”, espera. Para Alves, o novo Governo Federal não vai ser um governo de contenção de despesas. “Vai querer mostrar que a vida ficou mais fácil, mais acessível ao consumo. Falsa ilusão porque a conta virá”, acrescenta.
E quais as previsões para o estado de Santa Catarina?
A avaliação da Facisc para Santa Catarina é que o estado que se destaca no cenário nacional pela sua economia pujante, índices invejáveis, e pelo seu povo extremamente empreendedor, culto e trabalhador.
“Mesmo com todas essas características, também temos as nossas deficiências, muitas delas por falta de investimentos federais. De tudo que repassamos ao Governo Federal não recebemos mais que 8% de retorno para investimentos na nossa infraestrutura”, explica Alves. Segundo a Facisc, as estradas federais são precárias e deixam a desejar no quesito segurança. Estão congestionadas e sem manutenção adequada. “Temos outras grandes necessidades de infraestrutura, como saneamento básico, carências em saúde e segurança, e tantos outros quesitos”.
Para a Facisc, em relação ao Governo Estadual, não há dúvida que será uma gestão por resultados, com secretários competentes e preparados para suas funções. “Tudo indica que o governador Jorginho possa ter resistência no contexto Federal por fazer parte de uma ala oposicionista ao Governo PT, mas sua habilidade política saberá contornar essas resistências”, analisa o presidente.
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