por Cláudio Zibenberg
09-01-07 – Eu tive a felicidade de ir para o Rio no final do ano. Rever a família, reencontrar amigos, ficar estressado por não ter encontrado todo mundo que gostaria. Comer bem dentro e fora de casa. Conviver com pessoas simpáticas. Passear na praia com qualquer clima. Ir ao parque, clube e outros lugares bonitos. E, por estar na época do Natal, eu não podia deixar de ir a shoppings – aliás, fui a muitos.
Foi no meu 1º dia de shopping que me dei conta de como as coisas andam caras no Brasil. As pessoas diziam que eu estava sentindo mais porque o dólar estava baixo. Mas mesmo se o dólar valesse o dobro, algumas coisas teriam o mesmo preço de Nova Iorque – o que não é justo para os brasileiros. A maioria dos brinquedos e games custa no Brasil pelo menos 3 vezes mais do que por aqui nos EUA. Fui verificar em lojas mais populares também. ?? a mesma coisa. Detalhe, uma das bonecas que eu tinha levado comigo para dar de presente, comprada nos EUA, tinha parte da embalagem escrita em português e o selo do Inmetro. Mas, adivinha só, no Brasil era vendida bem mais cara.
Com exceção de mão-de-obra, os produtos ficaram tão caros que acho que as pessoas perderam um pouco da noção, se distanciaram da realidade. As vitrines anunciavam promoção de tênis por R$ 700,00 – ou 2 salários mínimos! – e camisas que, para comprar, um americano teria que trabalhar 15 dias. Recentemente, uma amiga que veio me visitar nos EUA comprou tanto, mas tanto, que precisou comprar também uma mala extra para carregar tudo. Confesso que eu pensei que ela tinha problemas psicológicos – mas agora eu entendo perfeitamente. Ah, ainda bem que o Rio tem praia, amigos e outras coisas… que não tem preço :- ).
