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Por que é que as pessoas entram na loja e não compram
18 de Janeiro de 2007

Por que é que as pessoas entram na loja e não compram

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Luiz Alberto Marinho, em NY

18-01-07 – Fazer o cliente entrar na loja já é difícil. Deixá-lo sair de lá de mãos abanando, é imperdoável. Para identificar os principais fatores que atrapalham a conversão de visitantes em compradores dentro de uma loja, a Deloitte realizou uma pesquisa com mais de 100 mil consumidores, cujos resultados foram apresentados ontem, aqui em Nova Iorque, no 3º dia da 96ª Convenção da National Retail Federation.

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Quer saber por que as pessoas entram nas lojas e não compram nada?
– 38% estavam apenas olhando os produtos
– 21% não encontraram o que estavam procurando
– 15% não gostaram do preço
– 14% estavam comparando preços
– 9% ficaram em dúvida se deviam comprar ou não
– 5% não encontraram o tamanho certo
– 4% por culpa do atendimento
– 3% não quiseram entrar na fila do caixa
– 2% pela má qualidade do produto

Apesar do atendimento aparentemente ter influência limitada na decisão de não comprar nada, a realidade é um pouco diferente. A pesquisa da Deloitte mostrou claramente que o total da compra depende fortemente da qualidade dos vendedores. Em lojas de departamento, a diferença registrada entre o gasto dos clientes satisfeitos com o atendimento e o dos insatisfeitos foi de U$ 55. Nas lojas especializadas, a distância foi ainda maior, chegando a U$ 78.

Outro ponto que afeta diretamente a taxa de conversão é a facilidade ou dificuldade de percorrer a loja. Entre as lojas classificadas como difíceis de percorrer, o índice de conversão foi 12% menor do que as demais.

Além do atendimento e da facilidade de percorrer a loja, o terceiro fator crítico para elevar a taxa de conversão nas lojas é algo que a Deloitte chamou de pré-compra. Pessoas que já chegam na loja com uma boa idéia do que querem ou que conhecem a loja e seus produtos, apresentam um gasto médio bem superior à média.

Nesse caso, lojas que oferecem aos consumidores a alternativa de comprar em lojas físicas e virtuais ao mesmo tempo levam vantagem, tendo em vista que muitas pessoas hoje nos EUA adquiriram o hábito de pesquisar produtos e preços pela web antes de se dirigir a uma loja de cimento e tijolo. Essas costumam ceder a tentação consumista mais frequentemente.
Texto publicado originariamente no Blue Bus

(*) Luiz Alberto Marinho é diretor-presidente da publi.BrandWorks. Trabalhou na J.W. Thompson, DPZ e Almap/BBDO. Em 2001, fundou a publi.BrandWorks com. Possui textos publicados em diversas revistas especializadas e já fez palestras sobre varejo em todo o Brasil e no exterior. E-mail:[email protected]

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