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Coluna Entretenimento | Entrevista com Gustavo Bierbach, coordenador do 13º FITA
13 de Setembro de 2022

Coluna Entretenimento | Entrevista com Gustavo Bierbach, coordenador do 13º FITA

Começou hoje o Festival Internacional de Teatro de Animação. A programação do evento está intensa até quinta-feira. Confira e divirta-se

Por Entretenimento 13 de Setembro de 2022 | Atualizado 13 de Setembro de 2022

“JOE5” da companhia holandesa Duda Paiva Company | Crédito: Kim Kooiman

Começou hoje (13) e vai até quinta-feira, o Festival Internacional de Teatro de Animação, mais conhecido como FITA, que traz uma programação totalmente gratuita e intensa tanto para quem está na capital catarinense, e quer conferir o Teatro de Animação de pertinho, quanto para quem puder ter acesso apenas no formato online.

Em sua 13ª edição, o evento tem mais de 25 ações entre espetáculos, mesas redondas e oficinas, duas estreias, além de apresentações do Brasil e da Holanda. Entre uma montagem e outra, o coordenador do evento, Gustavo Bierbach, conseguiu conversar rapidamente com a coluna. Uma das novidades é que o evento deste ano está no formato híbrido que, de acordo com ele, é um avanço tecnológico que veio para ficar.

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Confira a entrevista!

O teatro, seja o espaço ou o espetáculo, tem algo de mágico. Ele transporta o público para um lugar de reflexão. Mas o Teatro de Animação é ainda mais mágico/fantasioso. Como é trazer toda essa fantasia depois de momentos tão intensos que passamos, principalmente no início da pandemia de Covid-19?

É sensacional a gente estar novamente no presencial, trazendo o que há de melhor de Teatro de Animação no Brasil e no mundo. Vendo essa retomada, a gente perceber o quanto esses dois anos foram difíceis, nos tempos em que a gente ficou naquela perspectiva mais crítica da pandemia e pudemos perceber o quanto a arte era importante, o quanto ela era (e é) imprescindível. Acho que não ficamos mais doente, não tivemos os maiores problemas, por conta das lives que os artistas faziam, das peças de teatro que eram disponibilizadas online, dos shows… Isso é muito incrível e isso não vai se perder.

 

O que se perde e o que se ganha em uma experiência como um teatro de animação online?

Essa questão da tecnologia não vai se perder! Ela veio para ficar em vários setores, inclusive na arte. A gente tem que entender o que foram as coisas boas e as coisas ruins que esses anos trouxeram. Ao fazer um espetáculo online e presencial, a gente ganha porque consegue contemplar mais pessoas, em lugares diferentes, em instituições que não conseguem se deslocar para assistir, quem não mora em Florianópolis ou para quem está em um bairro mais afastado. Acabamos por perder o contato que se tem indo a um espetáculo presencial, mas acaba compensando por conseguir levar o Teatro de Animação para mais longe.

 

Como ainda é possível viver e resistir de arte no Brasil?

A gente pode mudar um pouco o foco da pergunta e trocar a palavra resistir por “reexistir”. Ou seja, criar uma nova resistência e uma nova existência. A gente sabe que os artistas sempre resistiram, renovando-se com uma capacidade artística incrível. Mas o grande problema, agora, são as políticas públicas, de editais, de fomento e de formação de plateia. Enquanto não tiver políticas públicas duradouras e com consistência, que façam essa movimentação da cultura criativa, da economia criativa continuaremos resistindo e “reexistindo”.

É importante reforçar que quando colocamos um festival na rua, não estamos apenas pagando os artistas, mas sim movimentando toda a economia do local. Precisamos pensar nas refeições de todos que formam o evento, transporte, passagens aéreas, profissionais da área técnica como os técnicos de luz, o teatro em si, entre tantos outros gastos. Então, é preciso pensar em toda essa movimentação econômica que a cultura faz ao trazer artistas de outros estados e do mundo, além de contratar tantos profissionais locais, especificamente para trabalhar no FITA.

Crianças e adultos poderão conferir uma programação intensa com duas estreias que estarão no palco do festival: “Oroboro”, da cia XPTO (São Paulo/SP), e “JOE 5”, da Duda Paiva Company (Holanda) que será apresentado na cerimônia de abertura virtual, hoje, às 20h, pelo canal do FITA, no YouTube. O evento conta com tradução em LIBRAS em pelo menos uma das sessões presenciais, os espetáculos que não têm fala, são acessíveis aos surdos.

Além das apresentações acessíveis, o festival promove a oficina “O surdo e as máscaras neutras”, com Natália Rigo (UDESC) e Sassá Moretti (UFSC), destinada ao público surdo, no último dia de festival, às 9h, e a Mesa de conversas “Acessibilidade no teatro de animação”.

A programação completa e as inscrições para as oficinas estão no site do FITA.

 

Envie sugestão de entrevista para: [email protected].

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