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Coluna Ozinil | Seu voto! Seu futuro!
12 de Setembro de 2022

Coluna Ozinil | Seu voto! Seu futuro!

Caro eleitor o futuro a você pertence; sua contribuição é mais do que importante. Depois é arcar com as consequências! Seja consciente!

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 12 de Setembro de 2022 | Atualizado 12 de Setembro de 2022

De dois em dois anos somos chamados a exercer a obrigatoriedade de votar. O que deveria ser um ato espontâneo, já que vivemos em regime democrático, passa a ser uma obrigatoriedade. Um dia, quando mais maduros, talvez o voto possa ser facultativo. Mas, enquanto assim permanecer, que o façamos conscientemente. Com certeza você sabe que um dos males que atingiu o país ao longo do tempo foi o tal governo de coalização. Votar para presidente em um candidato do partido X e para deputado federal ou senador em um candidato da oposição, significa obrigar o governo eleito a fazer conchavos, acordos, nem sempre claros e, que geram corrupção. Ao votar em um candidato para cargo majoritário, vote em candidatos que venham a apoiá-lo por convicção ideológica. Evite o voto “salada” e assim ajude a moralizar a política!

Permita-me outra observação: se você que está pensando em anular seu voto, votar em branco ou não comparecer lembre-se do que aconteceu recentemente em outros países da América do Sul. Países como Peru, Chile, Argentina, Bolívia e Colômbia elegeram governos de esquerda porque a abstenção chegou a ultrapassar, em alguns países, a 50% do número de eleitores inscritos. As consequências são visíveis e irreversíveis no curto prazo. Na Venezuela, ainda no governo Chaves, a oposição não apresentou candidatos para nenhum dos postos em disputa. 100% dos eleitos foram os deputados chavistas. A partir daí foram feitas as mudanças constitucionais que trouxeram a Venezuela onde ela se encontra. Proteste votando consciente!

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Há uma tendência mundial em eleger governos com viés autoritário; esta é uma consequência do crescimento desordenado da população e da dificuldade que tem os governos democráticos em dar respostas rápidas. Segundo o Índice de Democracia 2019 do jornal The Economist existem 54 países com governos autoritários no mundo. Estes países se caracterizam por exercer o poder de forma centralizada, suprimir os direitos e liberdades individuais, alienação da sociedade, submissão a quem está no poder e propagandas políticas e militares. Estes países representam 32% dos países pesquisados. Portanto, cabe ao eleitor decidir sobre seu futuro e das pessoas que lhes são caras.

Infelizmente na eleição polarizada que vive o Brasil o debate não se dá em torno de ideias e projetos de governo, mas o que mais se vê são ataques pessoais aos candidatos em todos os cargos em disputa. Não vi, em nenhum momento das várias campanhas eleitorais que acompanhei, o tema Educação abordado com a profundidade que merece. Claro que o mundo mudou, óbvio que muitos dos tumultos que estamos acompanhando são originários da insegurança que as pessoas, às vezes inconscientemente, percebem ou sentem. Não há mais espaço para as pessoas sem qualificação nas áreas de atividades profissionais. A formação não pode mais ser somente teórica/conceitual; deve ser, fundamentalmente, prática. Cresce a importância da formação técnica e a necessidade de abandonarmos nossa cultura bacharelesca. A Alemanha é um bom exemplo e, se formos inteligentes, deveríamos segui-lo. Os empregos mais qualificados estão na indústria e, com o processo de robotização e mecanização, haverá demanda cada vez maior por profissionais técnicos. Essa é uma, se não a única maneira de distribuir renda e de permitir o crescimento sustentável do país. Nos debates e chamadas que tenho visto percebo que todos estão preocupados com a geração de empregos, mas nenhum fala em como estes empregos serão gerados. Por que isto acontece? Porque não foi discutido dentro do partido e não há proposta concreta sobre como fazer.

Caro eleitor o futuro a você pertence; sua contribuição é mais do que importante. Depois é arcar com as consequências! Seja consciente!

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