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Coluna Ozinil Martins | A importância da classe média na estrutura social do mundo!
27 de Julho de 2022

Coluna Ozinil Martins | A importância da classe média na estrutura social do mundo!

A classe média é a alavanca que impulsiona a economia através do consumo e, principalmente, de sua influência nas ações governamentais.

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 27 de Julho de 2022 | Atualizado 27 de Julho de 2022

Circula há algum tempo um vídeo nas mídias sociais em que Marilena Chaui, filósofa e escritora, tece críticas ácidas em relação à classe média. O adjetivo mais benevolente é chamar seus componentes de conservadores e o mais agressivo comentário é desejar sua destruição. Ao falar em um encontro com estudantes estava acompanhada de Luiz Inácio Lula da Silva que, com olhar e sorriso irônico, ouvia a peroração insana da dita filósofa.

Deve ser por isto que em Cuba, onde perdura há mais de sessenta anos o sistema de governo que a filósofa defende, não tem classe média; lá existe a classe dos dirigentes do Partido Comunista Cubano e o povo, prisioneiro de sua miséria. Ainda na semana recém-finda, em reportagem jornalística na Record, tomamos conhecimento de que, o problema que acompanhei em Cuba em 1996, havia se agravado e muito. Explico: em 1996, Cuba praticava um rodízio para o fornecimento de energia elétrica, isto é, bairros inteiros, em Havana, ficavam sem luz a cada dia. Hoje, segundo a reportagem, são cidades inteiras que ficam às escuras a cada noite. Como toda geração de energia é a base de combustível fóssil e como o principal país fornecedor de combustível a Cuba era a Venezuela, com a queda de produção naquele país o combustível que era fornecido a preços simbólicos, desapareceu. Outro dado interessante, fornecido por um morador que aguardava na fila para abastecer seu carro é que, a espera para abastecer poderia durar até uma semana.

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O mesmo fato repete-se na Venezuela. O país detentor da maior reserva petrolífera do mundo e, que produzia 4 milhões de barris de petróleo dia, com a aventura socialista a que se lançou desde Chaves, produz, hoje, 800 mil barris por dia e tem necessidade de receber petróleo do Irã para atender as suas necessidades de consumo interno. Venezuela foi outro país que caiu no canto da sereia e destruiu sua classe média com todas as consequências que, hoje, tornam a vida do venezuelano comum um inferno e o obrigam a migrar para outros países para fugir da miséria. Bom acompanhar o que está acontecendo, também, na vizinha Argentina, fruto de sua aventura socialista.

É público e notório que os países menos sujeitos a solavancos na economia são os países que construíram classes médias fortes, econômica e socialmente. Os países escandinavos nos mostram, claramente, esta verdade. A classe média é a alavanca que impulsiona a economia através do consumo e, principalmente, de sua influência nas ações governamentais. Classe média forte é sinônimo de democracia atuante! Seus valores tradicionais impedem o surgimento de sistemas que procuram provocar o caos; por isto a pauta do sistema socialista traz a destruição da família e da religião como seus principais itens. A classe média incomoda porque interfere no andamento político do país, pois é mais esclarecida e organizada. Fácil é conduzir pessoas com baixo nível de esclarecimento aos redis de um sistema que pretende igualar a todos, não pelo acesso a possibilidade de crescimento, mas pela miséria que traz a seus habitantes. Uma sociedade pode ser muito igualitária e, absolutamente, pobre ou pode ser muito rica e desigual. O papel da educação em qualquer país é possibilitar o acesso ao conhecimento a todos seus habitantes, mas cabe a cada um aproveitar as possibilidades que se apresentam. Assim o fazendo, é óbvio, que as diferenças entre as pessoas surgirão e o mundo se tornará desigual. Criar uma classe média forte e pujante é indicativo de democracia; torná-los iguais pela força é produzir miséria e a fome.

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