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Coluna Entretenimento | Opções de lazer para curtir sozinho, acompanhado, com a galera, com a família | Dona Bilica completa 30 anos
09 de Junho de 2022

Coluna Entretenimento | Opções de lazer para curtir sozinho, acompanhado, com a galera, com a família | Dona Bilica completa 30 anos

Uma conversa com a atriz Vanderléia Will, sobre arte, teatro e a Dona Bilica, Dança em Cena, clube da leitura, exposição de fotos de indígenas... a agenda da próxima semana está agitada

Por Entretenimento 09 de Junho de 2022 | Atualizado 09 de Junho de 2022

Crédito: Divulgação/Dona Bilica Naquele Tempo

Dona Bilica para se emocionar
“Provocar o riso na plateia mostra uma identificação do público com o que estou fazendo em cena. Por isso, muitas pessoas me falam que quando assistem à Dona Bilica, lembram-se da mãe, da tia, de pessoas próximas a elas”, observa a atriz Vanderléia Will que, no próximo dia 15, comemora os 30 anos da Dona Bilica, umas das personagens mais queridas e tradicionais da Ilha de Santa Catarina.

Como não poderia ser diferente, atriz e personagem querem comemorar essa data especial com o público. Por isso, elas esperam a todos no teatro do CIC, a partir das 21h, para o espetáculo “Dona Bilica Naquele Tempo”, dirigido por Renato Turnes. Os ingressos podem ser adquiridos aqui.

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Em entrevista para a coluna, Vanderléia conta que decidiu fazer teatro depois do curso com a Carmen Fossari, na UFSC, e que desde então, sabia que sua escolha seria de resistência. Foram muitos os caminhos trilhados e, desde os 22 anos, divide aprendizados e conquistas com aquela que traz consigo a representação de toda uma cultura de todos que chegaram nesta ilha há muitos anos, respeitando, porém, as mudanças atuais.

Confira a conversa com a atriz:

 

Como é se apresentar com a mesma personagem durante 30 anos? O que mudou de lá pra cá, o que você já aprendeu com a Dona Bilica?

Apresentar a personagem há 30 anos é um aprendizado muito grande, porque eu olho para ela e enxergo tudo o que me ensinou e que eu ensinei a ela, porque para dar vida à personagem compartilho com ela como eu me relaciono com o mundo ao meu redor e, a partir daí, consigo transmitir a mensagem dela. A menina que eu era quando comecei com a Dona Bilica, aos 22 anos, não é essa mesma mulher que eu sou hoje com 52 anos. Desde então, tudo se transformou.

Há 30 anos, por exemplo, não tinha telefone celular como ele existe hoje. Divulgávamos as peças colando cartazes, a mídia impressa era a mais importante, porque todos liam jornal. Depois veio o celular com mais recursos, a internet com um alcance maior. Ao mesmo tempo, a personagem começa a evoluir de forma mais abrangente, absorvendo todo o impacto dessas mudanças de tantos anos, para esse trabalho que reverencia uma identidade de nativos ilhéus.

Com o passar dos anos, eu enquanto pesquisadora e atriz, entendo que esse trabalho é muito grande e que, por isso mesmo, tenho que tomar cuidado para que este ser que eu quero enaltecer, não vire pejorativo no palco.

Comecei a ir a fundo na pesquisa da comédia, para entender o que é a comédia, o que é rir, o que o riso provoca no outro? Quando a pessoa ri de mim, ela se identifica com o que estou fazendo, tanto que as pessoas começam a falar que o que eu faço lembra a mãe, a tia, então preciso sempre cuidar para não rir de quem, muitas vezes, é invisibilizado.

A Bilica é uma senhora que tem muitos filhos e a vida toda fez o trabalho doméstico. Então, ela entende a importância de respeitar o próximo e valorizar a nossa cultura que é açoriana, indígena, negra, cabocla e de todos que vieram antes de nós e chegaram nesta ilha há muitos anos.

É uma ilha de muitos mistérios e encantos e por isso quero comemorar esses 30 anos da personagem que tanta alegria me traz. As pessoas podem levar lencinho, porque vão rir, mas vão chorar bastante também!


Quais os maiores desafios de viver da arte aqui em Santa Catarina/Florianópolis?

Eu comecei a fazer teatro com 18 anos na UFSC, no curso permanente de teatro da Carmen Fossari, e foi a partir do curso que eu decidi seguir essa carreira. Neste momento, eu sabia dos riscos que estava correndo, mas o ímpeto e a força de acreditar que ia dar certo foram o que me fizeram resistir todos estes anos. Você sabe que vai levar muito não, até se encontrar de fato, como em todas as profissões, na realidade.

No processo de investigação do meu estilo de trabalho, acabei me identificando com a comédia física, com a palhaçaria. Esse tipo de entretenimento é diferenciado, porque ele salta aos olhos do público, por ser diferente do teatro que não é autoral. O teatro autoral exige muito do corpo, muitos ensaios e muita pesquisa. E isso me ajudou a me manter financeiramente, porque as pessoas querem pagar para assistir a um trabalho diferente daquele que estão acostumadas. Também expandi minha atuação, sugerindo peças para empresas, escolas, fazendo festas de crianças.

Quando você opta por uma linguagem específica, como foi com o “Desajustada”, espetáculo que também estreou esse ano, falamos com um público muito segmentado, mas sobre temas universais que tocam todos os seres humanos. A violência contra as mulheres, a falta de amor entre as pessoas. Acredito que a nossa profissão te obriga a produzir algo que seja fácil de vender, mas que te ajude a conseguir uma certa estabilidade financeira, para poder conduzir outros projetos.


Na sua opinião, arte e entretenimento andam juntos?

Sim. A arte, de certa maneira, vem como um respiro. Entra nesse lugar do ócio, onde as pessoas precisam se alimentar de arte para poder viver. As pessoas não vivem sem a arte, às vezes, elas consomem cotidianamente e não percebem isso. Seja ouvindo uma música no Spotify, assistindo a uma novela na TV, a um filme no cinema. É uma forma de acalento e até um remédio para as pessoas que estão sufocadas nesse sistema casa-trabalho-casa.

Os ciclos da construção da cultura produzida pelos artistas em Florianópolis está se modificando em virtude de tudo isso que está acontecendo. Olha quanta coisa mudou de 10 anos para cá, como os espaços mudaram, e a importância que é publicar as informações em veículos essencialmente digitais. Atualmente entendemos que quanto mais segmentada for a divulgação, mais conseguimos atingir nosso público.


O que o público pode esperar do Dona Bilica Naquele Tempo?

Será um prazer enorme receber as pessoas que gostam de teatro, da ilha em si, das histórias da cidade, da cultura dos manezinhos e em especial de um trabalho de qualidade e primoroso que vai atingir boas gargalhadas e trazer a emoção de se ver no palco, se reconhecer, ver seu tio, sua avó e o quão a vida se faz importante na presença. Ir ao teatro é bom! Viva o teatro, a cultura e os 30 anos da Dona Bilica que, apesar de todo o entrevero, como ela mesma diz, ela resiste, sendo uma personagem em transformação o tempo todo. Afinal, ela agrada pessoas de 0 a 80 anos e é essa a empatia que vai estar no palco do CIC dia 15 para as pessoas se emocionarem e comemorarem junto comigo e com a Bilica.

O trabalho de pesquisa de Vanderléia – que a ajudou a desenvolver a Dona Bilica – também virou um documentário, dirigido por Renato Turnes, que pode ser acessado publicamente: Dona Bilica Naquele Tempo.

 

Crédito: Divulgação Gumboot Dance

A dança também está em cena
Ainda na quarta-feira, 15/06, começa a programação da 4ª edição do Dança em Cena, às 20h, no Floripa Shopping com nada menos que o premiadíssimo Gumboot Dance Brasil, de São Paulo. O único grupo do país e um dos poucos em todo o mundo que se dedica à pesquisa da Gumboot (dança de botas de borracha), um estilo de dança sul–africano, que tem sua origem com os trabalhadores das minas de ouro e de carvão da África do Sul, no século 19.

O evento vai até dia 19/06 e ocupa não apenas o shopping como também o Teatro Pedro Ivo, a Cenarium Escola de Dança e o Conselho Comunitário do Saco Grande, em Florianópolis. Além da Mostra de Dança, Residência Artística com jovens, Capacitação Profissional e espetáculos de grupos convidados estão na programação intensa e gratuita do Dança em Cena.

Veja toda a programação e dance!

 

Crédito: Adriel Douglas

Entretenimento e gastronomia no Estreito
Parrilla, pizzas e burguers acompanhados de músicas e encontros ao ar livre com direito a uma vista belíssima da praia e o contorno da costa de frente para o pôr-do-sol num ângulo privilegiado. Esta é a proposta do Parador Estreito, novidade na beira-mar continental de Florianópolis, inaugurada no início de junho com funcionamento a partir das seis horas da tarde. De acordo com o empreendedor, Flávio Martins, a ideia é que o Parador possa somar ao entretenimento e à gastronomia da cidade. Vale conferir! Mais informações nas redes sociais: @paradorestreito.

 

 

Crédito: José Luís Somensi

Tainha!
Começou ontem e vai até 3 de julho o Festival da Tainha, um dos pratos mais típicos da ilha de Santa Catarina. A intensa programação cultural com direito a gastronomia, música e artesanato também traz outros elementos que enaltecem os costumes manezinhos, a ideia é movimentar o Mercado Público e o Largo da Alfândega, onde, de acordo com Roseli Pereira, diretora de marketing da Secretaria de Turismo, morador e turista poderão saborear um bom prato com tainha, feito com temperinho especial, ao melhor estilo manezinho de preparar o prato.

A banda do Corpo de Bombeiros e o músico Filipe Alves se apresentaram na abertura da programação. Amanhã (10/06), será a vez de Gazu, às 18h30, no Mercado Público; no dia 22 de junho, terá um stand-up com Mané Darci, às 18h, no Café do Largo; e no dia 3 de julho show com a banda Dazaranha, às 15h, no vão central do Mercado Público.

 

Leitura e diálogo
Começa nesta sexta-feira (10/06), o Clube de Leitura do Pelicano – Mediação de Leitura Literária. O primeiro encontro será às 15h, na Biblioteca de Arte e Cultura do CIC. O texto literário será o fio condutor da conversa. Por isso, não será preciso a leitura prévia do texto. A atividade, aberta ao público, tem o objetivo de incentivar a leitura e o diálogo. Para participar, basta chegar no local, um pouco antes das 15h.

 

Crédito: Divulgação/Montagem com fotografias de Radilson Carlos Gomes da Silva

Fotografia ao estilo Lambe-Lambe
Ainda na sexta-feira (10), será a abertura da exposição Yvyrupá Território: Retratos e Relatos dos Povos Indígenas em Santa Catarina, do fotógrafo Radilson Carlos Gomes da Silva, a partir das 19h, no Museu da Imagem e do Som (MIS/SC). O profissional conta que para a realização dos registros em aldeias indígenas das cidades de Biguaçu, Major Gercino e José Boiteux, teve autorização das lideranças locais e as 120 fotografias da apresentação foram feitas com equipamento analógico, no estilo lambe-lambe e, para a execução da mostra fotográfica, foram digitalizadas e utilizadas nos diversos formatos.

Uma curiosidade é que a fotografia lambe-lambe democratizou o acesso da população de baixa renda aos retratos de identidade. Radilson conta que por muitos anos o retrato de identidade feito por uma lambe-lambe representava o primeiro acesso à carteira de trabalho de boa parte da população brasileira. Por isso, registrar os povos indígenas com um ‘aparelho de retrato de identidade’, também é uma forma de vincular sua identidade ao território.

A visitação é gratuita e pode ser feita de 11/06 a 17/07, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

 

Festa do Pinhão
O grupo Raça Negra abre a programação da Festa do Pinhão, amanhã (10), com sucessos que vão fazer o público dançar agarradinho e se divertir na dança solo! O evento, no Parque de Exposições Conta Dinheiro, em Lages, segue até o dia 19 do mês, com diversas atrações ao longo dos nove dias, entre elas Maiara & Maraísa, Alok, Luísa Sonza, Skank, Alexandre Pires e tantos outros. Toda a programação está no site do evento.

 

Crédito: Divulgação/Redes Sociais Luísa Sonza

Vem, Braba!
Luisa Sonza, inclusive, é presença confirmada na agenda do Music Park BC. A casa de shows, que trouxe artistas de renome para o calendário de 2022, surpreendeu mais uma vez com ela, que está estourada nas paradas de sucesso. O evento Baile da Braba será amanhã (10) e promete uma noite de grandes hits, muita animação e momentos únicos. Quem divide o palco com a musa é o funkeiro MC Kekel.

 

 

 

 

 

 

Crédito: Divulgação Filme Médico de Monstro

Cineclube no CIC
Já no sábado (11/06), é dia de cinema! O Cineclube da Mostra de Cinema Infantil exibe uma sessão de curtas-metragens com entrada gratuita, às 16h, no Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC). De São Paulo, os curtas “Lipe, vovô e o monstro”, “Médico de Monstro”, “Iemanjá Yemojá: a criação das ondas”, “Bola de trapos” e “O papagaio verde”; da Alemanha, “Ant”.

A programação especial voltada ao público infantil conta sempre com produções nacionais e internacionais que fazem parte do acervo da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.

 

Crédito: Divulgação FAM 2019

Inscrições para o FAM 2022
Falando em cinema… realizadores do audiovisual, já fizeram sua inscrição para o 26º Florianópolis Audiovisual Mercosul? O evento, que volta a ser presencial após dois anos sendo totalmente online, recebe inscrições até o dia 21 de junho. O FAM 2022 será de 22 a 28 de setembro.

 

 

 

Festa da Laranja
Começou no dia 3 deste mês e segue até o próximo domingo (12), a tradicional Festa da Laranja, em Florianópolis. O evento está na 164ª edição e tem como cenário a Paróquia Santíssima Trindade, organizadora do evento. Para este final de semana, atrações musicais, brechó, comidas típicas e, como não poderia deixar de ser, uma canja bem quentinha para espantar um pouco o frio. Vale conferir!

 

Crédito: Divulgação GDO

Dilsinho + Hugo e Guilherme
O pagodeiro Dilsinho e a dupla sertaneja Hugo e Guilherme fazem shows na próxima quarta-feira (15), no Hard Rock Live Florianópolis, em São José, na Grande Florianópolis. Os pagodes “Péssimo Negócio”, “Pouco a Pouco”, “Refém”, “Vizinha” e “Mal Feito”, além de  “Felicidade Dela” e “Meu Número”, músicas da dupla que estão entre as 50 mais ouvidas no Brasil, no Spotify, não faltarão na noite que vai embalar o feriadão dos fãs desses ritmos. Os ingressos estão à venda pelo uhuu.com.

 

Love is in the air

Crédito: Diógenes Pandini

No sul da ilha…
No sábado (11), véspera do Dia dos Namorados, a cantora Bea Dummer e o músico Ricardo Paixão deixam o público no clima ideal para saborear as delícias gastronômicas, que estarão com menus especiais em celebração à data romântica, no MultiOpen Shopping. O show, gratuito, começa às 18h30 repleto de sucessos internacionais do soul como Dionne Warwick, Stevie Wonder, Bill Withers, Amy Winehouse e releituras de músicas atuais de Dua Lipa, Lianne La Havas e Jorja Smith, além das músicas autoriais.

 

 

Crédito: Divulgação / Positano

… e no Norte da Ilha
Ainda no clima de romance no ar, Jurerê In também está com uma programação especial para o final de semana dos namorados. Com jantares temáticos, shows musicais, feira de artesanato e atividades de lazer no shopping e nos hotéis do balneário. Se no Il Campanário é possível escolher entre um pacote completo com hospedagem e menus especiais para o jantar e o almoço de domingo, o Jurerê Beach Village aposta no jantar de sábado com música ao vivo e um brinde super especial para quem optar passar a noite por lá. Durante os dois dias, o Jurerê Open Shopping também tem atrações para quem prefere um passeio ao ar livre com muito romance.

 

 

Você conhece o site da FCC? Aqui é possível acompanhar uma programação extensa da agenda cultural da cidade com cinema, exposição, shows e muito mais. #ficaadica

Envie sugestões de pauta para: [email protected].

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