Na véspera da primeira missão privada à Estação Espacial Internacional, a Oriba e as empresas parceiras Cataguases e Dalila, lançam o Traje Terrestre: uma camiseta simples, de algodão 100% orgânico brasileiro com fabricação sustentável open source. Todo o lucro das vendas será doado para a Associação das Labirinteiras de Chã dos Pereiras, na Paraíba.
A iniciativa busca destacar a ideia de que, ao invés de gastar com roupas extremamente caras e complexas para buscar vida em outros planetas, as pessoas precisam se preocupar em preservar a vida que já existe – na Terra. Além disso, incentiva a produção do algodão orgânico brasileiro, ainda pouco valorizada, facilitando o acesso a todas as marcas interessadas em fabricar suas próprias roupas.
“Só quando o processo de fabricação sustentável ganhar escala que alcançaremos um impacto ambiental efetivo, por isso estamos dando o pontapé inicial. Esse movimento não é um projeto social pontual, ele já faz parte dos negócios das três empresas (Oriba, Dalila e Cataguases). E a intenção do lançamento do open source é que ela se torne parte do negócio de outras marcas também”, fala Paulinho Moreira, sócio da Oriba.
“Desenvolvemos tecnologias complexas, poluentes, pesadas e caras para explorar o que está lá em cima, mas o primeiro gesto que tanto um(a) astronauta como os bilionários fazem ao sair da órbita é olhar para baixo e admirar a Terra. Então porque não olhar para o que está bem debaixo dos nossos pés?” questiona Diego Machado, CCO Global da AKQA, estúdio de inovação criativa responsável pela estratégia de lançamento do Traje Terrestre junto à produtora MAGMA.
O plano de comunicação de lançamento contempla ações nas redes sociais convidando outras marcas a se envolverem no movimento, envio de press kits para formadores de opinião e dois filmes: um manifesto e um documentário.
A ideia do filme manifesto é inspirar pessoas a enxergarem a terra por outra perspectiva, pois há vidas que dependem dela saudável para sobreviver. “Fantasia e estética são importantes, pois é através da arte que conseguimos renovar ideias e provocar um novo olhar”, descreve Manuel Nogueira, líder criativo e fundador da MAGMA. O protagonista é o artista Elton Sacramento, que também participou da criação e concepção do filme.
Já o documentário tem a missão de mostrar que o consumo desenfreado causa grande impacto negativo nas pessoas que estão plantando. “A ideia era compartilhar a sabedoria desses agricultores, pessoas que sabem realmente cuidar da terra. Temos muito para aprender com eles”, conta o diretor.
