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Por que sua empresa precisa de uma Assessoria de Imprensa?
01 de Dezembro de 2014

Por que sua empresa precisa de uma Assessoria de Imprensa?

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por Davi Paes e Lima *

davi paes e lima Foto: Ângelo Santos

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Empresário, o convido a responder uma única pergunta. Na sua opinião, o que agregaria mais valor e credibilidade à sua marca: um anúncio em jornal, revista ou outdoor, por exemplo (no qual, tanto você como todo o seu público, a não ser que você subestime a inteligência do seu consumidor, sabe que foi a sua empresa que pagou por aquele espaço) ou um jornalista com credibilidade da sua região divulgando, de forma espontânea, através de uma notícia, o seu produto/serviço? Ou melhor, vou refazer a pergunta: o seu público de interesse vai acreditar mais no que você mesmo está falando sobre o seu produto (você não falaria mal, falaria?) ou no que um formador de opinião (ao menos em teoria, isento) publica/posta a seu respeito?

Por favor, não me interpretem mal. Não estou de forma alguma desmerecendo o trabalho fundamental dos meus colegas publicitários, tão pouco dos designers, criativos incansáveis; até porque, nunca falou-se tanto em Comunicação Integrada como nos dias de hoje. Uma ferramenta não substitui a outra; ao contrário, se complementam.

Mas voltando ao tema deste artigo: por que a sua empresa (ou até você mesmo, quem sabe um profissional autônomo, ou microempreendedor em início de carreira) precisa de uma Assessoria de Imprensa? De forma bem resumida, a A.I. consiste em criar e fortalecer o relacionamento do cliente com o seu público, através da geração de mídia espontânea. Nós, enquanto gestores de comunicação, elaboramos sugestões de pautas e notas que são destinadas à imprensa, dando visibilidade aos produtos/serviços do assessorado nos principais meios de comunicação (jornais, emissoras de TV, revistas, portais, rádios, blogs). Tudo com base em um Plano de Comunicação elaborado pela agência contratada – e, claro, posteriormente validado com o cliente.

A Assessoria de Imprensa identifica “ganchos” que podem repercutir de forma espontânea na imprensa. Ou seja, enxerga no cotidiano do cliente, entre sua rotina, produtos e serviços prestados, o que pode repercutir nos veículos de comunicação em forma de reportagem – e não anúncio, como fazem as agências de Publicidade.

Na maioria das vezes, o cliente/assessorado – principalmente os que ainda não tiveram uma experiência anterior com uma (boa) Assessoria de Imprensa – não conseguem atinar que hábitos rotineiros podem virar notícia, ajudando a construir uma imagem positiva perante seu público. Às vezes, o que para o cliente foi uma simples viagem, para o assessor (ou melhor, Gestor de Comunicação) é uma oportunidade de emplacar uma nota em um colunista, por exemplo. Um curso em outra cidade, um congresso no exterior, um hobby e até – dependendo do cliente e da sua “necessidade” – uma viagem de férias podem repercutir. Ainda mais hoje, em tempos que uma nota de três linhas em um jornal pode ser compartilhada – e viralizada – via redes sociais, dando proporções ainda maiores àquela informação, que se não fosse pelo olhar do Assessor passaria “batida”.

Não é apenas disparar um release para um Mailing de jornalistas. Não é o volume de clipagem entregue no final do mês. É o zelo pela imagem do cliente perante seu público alvo, fazendo dele uma fonte confiável para a imprensa, que passará a lembrar do mesmo sempre que uma oportunidade de pauta surgir. Um exemplo? Um médico bem instruído (simpatia, disponibilidade e boa oratória nas entrevistas) e acompanhado por uma Assessoria de Comunicação pode tornar-se uma fonte confiável para produtores e repórteres de TV. Quando for colocado em pauta na redação da emissora uma matéria de saúde, provavelmente este médico será lembrado, e assim chamado para dar uma entrevista, uma declaração para enriquecer uma reportagem. Isso, claro, após a Assessoria ter feito todo esse trabalho de “construção” (que não acontece do dia para a noite), sugerindo pautas, indicando o profissional como fonte para pautas e, principalmente, “provando” que tal médico tem aptidão para falar frente às câmeras (nem todos nascem com o dom, mas isso pode ser trabalhado através de um Media Training). Todo esse processo – de médio a longo prazo – vai agregar credibilidade ao nome do médico. Assim como pode agregar ao seu nome e à sua carreira.

É uma “estratégia de exposição”, como costumamos chamar aqui na nossa empresa. Há momentos em que o cliente pode precisar estar muito exposto, como há outros em que o melhor (e aí cabe à Assessoria orientar) é ficar quietinho, esperando a poeira baixar. Nem sempre o papel da Assessoria é ficar enviando sugestões de notas e releases; um bom assessor é o braço-direito do empresário, participando ativamente de importantes decisões, pois muitas delas irão – ele querendo ou não – respingar em sua imagem pessoal e/ou institucional. Ainda mais em tempos em que um simples tweet pode arranhar uma imagem que pode ter custado anos e anos de trabalho (e investimento) para ser construída.

Por isso, reforço: é fundamental iniciar, manter e fortalecer a relação entre a marca/empresa com os profissionais da imprensa. E, claro, cada caso é um caso; o Plano de Comunicação traçado, assim como o atendimento da Assessoria, deve ser personalizado, pois cada cliente tem uma demanda específica de comunicação, seja pelo porte da sua empresa ou pelo momento que a mesma está passando.

E na hora de contratar uma Assessoria de Imprensa, reflita: opte por aquela com que você sentiu uma maior sintonia, uma identificação, e não por aquela que apresentou o orçamento mais baixo. É clichê, mas vale lembrar: o barato pode sair caro. Afinal, quanto vale a imagem da sua empresa?

 

* Davi Paes e Lima é bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, e pós graduando em Comunicação Pública e Empresarial. Sócio da Atré Comunicação Personalizada.

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