A ombusdman da Folha, Vera Guimarães, definiu as demissões em massa do jornal nas últimas semanas como “operação desastrosa” pela falta de sensibilidade no processo. Segundo sua coluna no último domingo (16), em que comentou o corte de 14 jornalistas e 17 vagas, incluindo o desligamento dos jornalistas Fernando Rodrigues e Eliane Cantanhêde, “o jornal ignorou aquele a quem serve – o leitor”.
“As redações não têm mais gordura para cortar e a mira se volta para os maiores salários, dos quadros com cargos superiores e/ou maior tempo de casa. Na frieza da planilha, a dispensa de um profissional antigo pode poupar meia dúzia (ou mais) de vagas”, explicou Vera.
Vera afirmou que a Folha errou ao não apresentar as razões dos desligamentos para seus leitores, abrindo espaço para que outras pessoas contem a história, em diferentes versões. Um exemplo seria de que o governo federal teria relação com as demissões. “Nesse caso, fomentaram-se até teorias de que as saídas teriam ocorrido por pressão do Planalto”, destacou a ombudsman do impresso.

