O design, como veículo da identidade e de memória, ainda que condicionado pela disciplina natural do programa, aspira pelo desígnio último, ao lugar ideal da liberdade. O design é conhecimento que liga os momentos da temporalidade, através da sabedoria da experiência técnica da poiesis, do conhecimento que é fundador do artístico (autor/técnica), do tecnológico (programa/técnica) e do funcional (autor/programa). A “poética”, enquanto técnica fundada na memória da existência, é o fator de inovação do design. Poética (poesis), significando a técnica da eclosão, sendo o design, hoje, o seu mais visível campo da manifestação artística da sabedoria na techné (PROVIDENCIA & POMBO. Revista ADG/n.º28/2003).
