1. O telefone da recepção daquele Hospital tocou:
“Bom dia, é da recepção? Gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um paciente. Queria saber se ele está melhor ou se piorou.”
“Qual o nome do paciente?”
“Chama-se Celso e está no quarto 402.”
“Um momento, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem.”
“Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que o senhor deseja?”
“Gostaria de saber as condições clínicas dó paciente Celso, que está no quarto 402.”
“Um minuto, vou localizar o médico de plantão.”
“Aqui é o dr. Carlos, plantonista. Em que posso ajudar?”
“Olá, doutor, precisaria que alguém me informasse sobre a caúde do Celso, que está internado há três semanas no quarto 402.”
“Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente. Um instante só. Hummmm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e o pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias.”
“Ah! Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!”
“Pelo seu entusiasmo deve ser alguém muito próximo, certamente da família.”
“Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 402. É que todo mundo entra e sai deste quarto e ninguém me diz coisa com coisa.Eu só queria saber como estou.” (Son Salvador, no jornal aQui)
2. Outro dia, Meio & Mensagem publicou matéria assinada por Robert Galbraith sob o título Publicidade pode usar Médicos? E no sub título: Mercado discute os limites éticos do testemunhal de profissionais de saúde em campanhas de publicidade.
A matéria diz, entre outras coisas, que “o crescente envolvimento de médicos em ações na Justiça, onde consumidores cobram a garantia por eles anunciada, fez o Conselho Federal de Medicina baixar uma resolução com regras mais rígidas para a publicidade de serviços médicos.
Sobre o assunto, o repórter ouviu Mauro Arruda, diretor executivo da EuroSCG Life
(“Acredito que as participações de médicos, dentistas, farmacêuticos enutricionistas em campanhas publicitárias devem ficar cada vez mais unbranded, relacionada a grandes temas de saúde pública, por exemplo.”)
Larissa Mango, gerente de marketing da Airela Indústria Farmacêutica
(“Desde que o produto cumpra a promessa de resultados terapêuticos, não vejo nenhum problema de testemunhais de profissionais ligados à área da saúde.”)
Emmanuel Fortes, médico conselkheiro e diretor do Departamento de fiscalização do Conselho Federal de Medicina
(“Normalmente, quando investigamos, descobrimos situações lamentáveis, com médicos sendo responsabilizados pelo que está sendo anunciado.”)
e Marco de Szentmiklósy, diretor executivo da Tugaré CDM S. Paulo.
(“As restrições que existem na área de healthcare não são apenas de ordem legal, mas também cultural. As agências que atuam nesse setor precisam não somente entender essas questões, mas também respeitá-las.”)
3. O jornalista autor da matéria, o mercado que, segundo ele discute o assunto e os entrevistados precisam fazer como o Celso da história que contei lá atrás: consultar o Código de Auto Regulamentação Publicitária.
Se tivessem feito isso, teriam encontrado:
