MEMÓRIAS DO ACONTECENDOAQUI: Jornalista Roberto  Cabrini: Não há espaço para prepotência no jornalismo
08 de Setembro de 2014

MEMÓRIAS DO ACONTECENDOAQUI: Jornalista Roberto Cabrini: Não há espaço para prepotência no jornalismo

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Publicado originariamente no dia 8 de agosto de 2013

cabrini_pO Jornalista Roberto Cabrini participou nesta quinta-feira, 08/08, em Florianópolis, de um painel no Congresso da ACAERT que contou com a mediação do VP do SBT Santa Catarina, Carlos Joffre do Amaral Neto e do Deputado e presidente da ALESC, Juarez Ponticelli.

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O jornalista apresentou aos mais de 400 presentes, em tom enfático, que o papel do jornalismo é dar voz aos menos assistidos. É dar voz a quem não tem voz. É ouvir todos os lados e obter o máximo de segurança na informação que vai levar ao público. É ter a humildade de ouvir sempre todo tipo de crítica e opinião , inclusive as contrárias às suas.

“Hoje não há espaço para prepotência no jornalismo. Temos que estar dispostos sempre a dar espaço e voz aos excluídos. Neste momento que o país urge por interatividade, está sedento por participar das decisões e cobrar pelos desmandos dos governantes, nós jornalistas temos que ouvir o povo e contemplar todos os ângulos da notícia com responsabilidade”, considerou Cabrini.

Questionado sobre o que é investigativo e o que é sensacionalismo no jornalismo, Cabrini disse que todo o jornalismo deveria ser investigativo em todos os ângulos. O sensacionalismo faz parte da notícia, mas novamente deve ser feito com responsabilidade com busca incessante e vibrante pela verdade. O sensacionalismo que mente, que altera a realidade, que exagera, que omite para transformar e enganar o publico, não é jornalismo, é caso de polícia.

Cabrini também respondeu uma questão sobre a importância do “furo”  no jornalismo. “É claro que todos queremos sair na frente. Mas se você preza pela reputação é melhor deixar o concorrente sair na frente e você sair depois com a informação correta e verdadeira”, concluiu o  jornalista.

cabrini painel

Quem é Francisco Roberto Cabrini
Nascido em Piracicaba-SP,  no dia 3 de outubro de 1960, é um jornalista de televisão brasileiro. Foi correspondente internacional da Rede Globo em Londres e Nova York, ganhou os principais prêmios como repórter investigativo (Esso, APCA, Líbero Badaró, Imprensa,Tim Lopes e Vladimir Herzog) e cobriu seis guerras.

Considerado um dos principais jornalistas brasileiros, especializado em jornalismo investigativo, coberturas de guerra e de defesa dos direitos humanos, ganhou praticamente todos prêmios importantes em seu meio em 3 décadas de carreira. Roberto Cabrini iniciou sua carreira aos 16 anos de idade em uma rádio e um jornal do interior de São Paulo e, aos 17, foi contratado pela TV Globo como o repórter mais jovem do telejornalismo de rede do país, inicialmente atuando como repórter esportivo.

Prêmios
Melhor repórter da TV brasileira – Troféu Imprensa de 1993 – (Prêmio recebido em 94 – ano em que cobriu a morte de Ayrton Senna e descobriu o paradeiro do fugitivo Paulo César Farias)
Melhor programa jornalístico (entrevista com Fernando Collor de Mello e documentário no Iraque) – Prêmio APCA de 1995
Entrevista com Fernando Collor de Mello – apontada pela Revista Veja como a melhor matéria do ano de 1995
Foi considerado pelo Jornal do Brasil o melhor repórter da televisão Brasileira em 1995
Documentário “Em Nome de Alá”, realizado no Afeganistão – ganhador do Vladmir Herzog, em 1996, na categoria TV (quando atuava pelo SBT – SP)
Reportagem “A verdadeira história do Vôo 254” – vencedor do VI Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo de 1998
Documentário “Em Nome de Alá” – vencedor do 14º Prêmio de Direitos Humanos de 1997
Documentário “Investigando a Fraudadora do INSS” – vencedor do 1º Prêmio Previdência Social de Jornalismo de 1998
2009- Prêmio Tim Lopes – O chefe do tráfico
2010 Prêmio Esso de telejornalismo “Sexo, Intrigas e Poder” (Investigando a Pedofilia na Igreja)

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