Os principais publishers do país reiteraram a importância das ações da ANJ que visam dialogar de maneira efetiva e prática com o mercado anunciante. “O Facebook, com toda a sua métrica científica, continua tentando convencer o mercado da sua capacidade de monetização. Então, os jornais têm de apostar nisso também, mais e mais. É um processo de convencimento que está apenas começando”, disse o presidente do Grupo Folha, Luiz Frias.
Na tarde de ontem no último dia do 10º CBJ a ANJ lançou dois novos produtos criados para facilitar o relacionamento das agências e anunciantes com os jornais: o Market Place Jornais e o Digital Premium Jornais.
Geleia Geral
Quando a internet surgiu, acreditava-se que ela se desenvolveria como as TVs abertas, com conteúdos gratuitos e receitas com anúncios. Anos depois, ficou claro que era preciso cobrar pelos conteúdos, até como forma de se diferenciar. Para João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, a internet é uma “geleia geral”.
“Ao contrário do que imaginávamos lá atrás, essa ‘geleia geral’ foi benéfica para jornais com marcas fortes e consolidadas. O jornalismo profissional, que está vivendo uma nova era, ainda é valioso e vendável. Não apenas por uma questão de independência em todos os níveis (financeiro, editorial, etc.), mas também porque trabalhamos com equilíbrio”, pontuou Marinho.
Melhorar a relação com os anunciantes
Para os publishers, os jornais estão conseguindo construir uma carteira de assinantes digitais que, dentro de poucos anos, será maior que a carteira de assinantes no impresso. “Mesmo no ambiente já competitivo de 35 atrás, quando a ANJ foi fundada, os jornais se uniram em torno de objetivos em comum, mas esses objetivos enfatizavam a liberdade de expressão, na época. Ao trabalharmos agora para aperfeiçoar a relação com anunciantes, estamos contribuindo também para a democracia”, reforçou Nelson Sirotsky, presidente da RBS.
“Veículos, agências e anunciantes são parceiros históricos. Fomos disruptivos de fora para dentro, mas não de dentro para fora. Mas não creio que existam publicitários que não veem os jornais como relevantes fontes de informação e como um caminho para a cidadania. Se antes éramos vistos como caminho para a movimentação dos estoques das empresas, hoje somos a ponte para a construção pública de grandes marcas”, observou com otimismo Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Grupo Estado.
Com informações da ANJ
