Quem diria que o IBM Simon, primeiro smartphone do mundo, já completou seus 20 anos? No dia 23 de novembro de 1992, o smartphone grandão e pesadão foi lançado pela IBM [mas só começou a ser vendido ao público em 16 de agosto de 1994], e contava com algumas características interessantes: rodava um sistema operacional muito parecido com o DOS, tinha um processador de 16MHz, tela LCD de 160 x 293 pixels (monocromática), 1 MB de memória e 1MB de armazenamento. Quem lembrou do “aniversário” foi o Phone Arena.
Todas essas características, embora muito primitivas, faziam do Simon um legítimo smartphone. O pioneiro. Suas funções permitiam ao usuário trocar mensagens de PCs, utilizando a ferramenta DispatchIt, que custava aproximadamente 3 mil dólares (o equivalente a 6.200 reais). E o Simon ainda podia aceitar transmissões de fax.
O aparelho, mesmo com visual desajeitado e grandalhão, já contava com alguns recursos vistos até hoje em smartphones, como tela sensível ao toque, câmera e aplicativos, como mapas, visualizador de mercado de ações e player de música. Para instalar os aplicativos, era necessário utilizar um daqueles antigos cartões PCMCIA.
Segundo a Bloomberg Businessweek, ele era vendido seguindo as mesmas políticas de preço da atualidade, custando aproximadamente 899 dólares (1.875 reais) com contrato de dois anos com a operadora americana BellSouth.
Tantas características inovadoras dentro de um telefone grande e pesado não foram suficientes para alavancar o Simon rumo ao sucesso. Sua campanha de marketing não foi lá grandes coisas, a bateria durava pouquíssimo tempo e ele apresentava muitos outros problemas. o que o fez ter vida curta no mercado – durou apenas seis meses.
Apesar do fracasso e da fama não muito boa, o Simon teve um importantíssimo papel na história dos smartphones, pois é considerado, legitimamente, o pioneiro. Se o Simon, com 20 anos, já parece estranho, imagine como será a reação das pessoas quando ele completar seu 40º aniversário?
Fonte: CanalTech
Extra: Por conta de seu aniversário de 20 anos, o Museu de Ciência de Londres passará a exibi-lo em sua nova galeria dedicada à era da informação. “O Simon não era chamado de smartphone na época”, diz a curadora Charlotte Connelly.
Fonte: TribunaHoje



