A Bolívia entrará com processos judiciais contra a revista Veja devido a reportagem “Bolívia: A república da cocaína”, publicada em junho, que vinculou um dos mais importantes ministros do país com o narcotráfico, informou a Folha de S.Paulo na última segunda-feira (27/8).
Segundo Juan Ramón Quintana, o ministro mencionado pela revista, são dois processos distintos, um do Estado que acredita ter tido sua dignidade ofendida pelo texto e outro de “índole pessoal”, do próprio Quintana.
Na reportagem, Veja diz ter tido acesso a relatórios de uma unidade de inteligência da polícia boliviana que revelaram que, em 2010, Quintana “o segundo homem mais poderoso da República” teria uma “conexão direta” com o traficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho. Na época, Quintana dirigia a Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças. Também faria parte da “conexão”, segundo a revista, a ex-miss Bolívia Jessica Jordan, diretora regional de Desenvolvimento no Estado de Beni.
“Esperamos que o nosso embaixador Jerjes Justiniano possa avançar com esse processo com a ajuda de advogados que contratamos no Brasil”, disse Quintana. Designado em julho como o novo embaixador da Bolívia no Brasil, primeira tarefa de Justiniano será pedir à Veja uma retificação sobre as informações da reportagem.
Segundo a Folha de S.Paulo, a editora Abril preferiu não se pronunciar sobre a decisão da Bolívia.
Fonte: Portal Imprensa.

